Seedorf revela pedido para jogar em Brasília e entende NE

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Em uma profunda crise financeira, o Botafogo vem procurando soluções para manter os salários em dia e ter fôlego para segurar jogadores em busca da conquista do título do Campeonato Brasileiro. A primeira alternativa já está implantada. Domingo, contra o Fluminense, o time fará seu primeiro jogo fora do estado do Rio de Janeiro como mandante, na Arena Pernambuco, em Recife.

A medida foi aceita pelos jogadores, que entenderam a situação, apesar de alguns problemas em consequência, como o excesso de viagens. Seedorf, inclusive, revelou que houve um pedido do grupo para o Botafogo jogar em Brasília depois do confronto com o Sobradinho-DF, que na verdade foi no Bezerrão, em Gama, pela Copa do Brasil. Os dirigentes estão negociando cinco jogos na capital federal, no Mané Garrincha.

– Nós pensamos em ter as melhores condições e um bom ambiente para jogar. Estamos tentando ajudar o clube da nossa maneira com a nossa disponibilidade. Pedimos para jogar em Brasília desde o jogo com o Sobradinho. É uma viagem simples e não desgasta muito – disse Seedorf.

Esse jogo no Nordeste se enquadra no caso da busca por recursos. A expectativa é de uma renda alta, que será dividida igualmente entre Botafogo e Fluminense, em acordo que valerá também para o confronto do segundo turno do Campeonato Brasileiro, ainda sem local definido.

zé teodoro arena pernambuco náutico (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
Botafogo enfrentará o Fluminense em Recife (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

– O Botafogo não é o único clube com esses problemas, mas é na crise que a gente tem que ser criativo. Com certeza tem solução e devemos aproveitar muito nossos torcedores no norte e nordeste. Eles vão ao estádio para apoiar, além de ser  muito melhor do que Volta Redonda, com todo respeito. A viagem é a mesma, mas para uma arena maior. Estão trabalhando para isso enquanto as coisas não ficam resolvidas no Rio – afirmou Seedorf.

Pela Copa do Brasil, quarta-feira, contra o Figueirense, em Volta Redonda, o Botafogo jogou para pouco mais de 700 pagantes, em seu menor público no ano. Seedorf garantiu que em campo o jogo não muda de figura para os atletas, mas o ambiente é diferente, inclusive para quem assiste ao confronto pela televisão.

– Não muda nada. Já joguei para estádio vazio na Itália, sem ninguém mesmo, mas tem que jogar. Não vai mudar nunca a nossa cabeça no jogo. Muda o ambiente, a sensação e vale para os dois times. Também não tinha ninguém do Figueirense lá e jogaram para ganhar. O problema é o espetáculo dentro e fora de campo, o valor do futebol, que seria maior com o estádio cheio, pelo menos discretamente – explicou.

Com a expectativa da negociação com o Consórcio Maracanã, o Botafogo espera realizar de 10 a 12 jogos no estádio. Seedorf vem acompanhando à distância o desenrolar da história e torce por uma solução para o caso, além de uma repetição do ambiente criado pelo torcedor durante a Copa das Confederações.

– Um estádio grande sem pessoas não adianta. O ambiente interno é que dá vida a ele. Quando começarmos a jogar no Maracanã, espero esse ambiente da Copa das Confederações como vimos este mês. O clássico é um momento importante do futebol. É uma pena não podermos jogar lá agora. Ainda vamos esperar um pouquinho para entrar no Maracanã – comentou Seedorf.

Fonte: Globoesporte.com

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