Assunto muito reclamado pelos torcedores nas redes sociais, o veto da Conmebol a bandeiras, faixas e adereços no jogo Botafogo x Audax Italiano no Estádio Nilton Santos foi explicado nesta sexta-feira pelo vice-presidente de comunicação do clube, Márcio Padilha. A torcida preparou uma bela festa para a partida, inclusive com bandeirão, mas a barração surgiu de última hora, surpreendendo os alvinegros.

Segundo o dirigente, em entrevista à Rádio Globo, a Conmebol alterou determinados artigos do regulamento e o clube não teve respaldo para liberar a festa da torcida.

– O que aconteceu foi o seguinte, o regulamentou mudou, passado não é referência para análise da Conmebol. A Conmebol tira do passado exemplos que são difíceis de dizermos que estão errados. Dizem que por trás de uma bandeira saiu o sinalizou que matou menino na Bolívia. Por causa dessa bandeira não houve a identificação. Na cabeça deles, não pode nada que tampe a visão do torcedor e impeça identificação. Fica margem para interpretação. O Gepe interpretou, e agradeço ao Coronel Silvio pois está preservando o Botafogo, falou que não queria problema para o clube. A decisão dele foi que não entraria nada. Falou que o Botafogo poderia se responsabilizar se quisesse. Consultamos os delegados do jogo, Ferj, CBF e Conmebol. Todos foram claros que o regulamento diz que não pode, que o Botafogo só poderia fazer por conta e risco próprios.

– O delegado argentino disse que o Estudiantes pagou multa de 170 mil dólares ano passado. O Botafogo pode correr esse risco? Não pode. Não vou correr, não tem por quê. Clube tem dificuldade financeira absurda e essa questão depende de interpretação. Abortamos o bandeirão, que estava pronto, porque ia tampar a visão por 5 minutos. Bandeira de mão tampa visão? Tampa em algum momento, pode ser usada como capuz. A questão é querer correr risco, eu não quero. Nós tentamos a liberação. A única coisa permitida, respondida por e-mail, foi que instrumentos estavam liberados. Repassei para o Gepe, mas o Coronel Silvio não estava trabalhando nesse jogo, estava fora, e não passou para os subordinados dele, que não liberaram sem a autorização. Tentamos, mas só faríamos com apoio da Ferj, CBF e Conmebol. Ninguém falou “faz que não tem problema”. Para o próximo jogo vamos formalizar com as entidades que os instrumentos estão liberados, porque isso eu tenho escrito pela Conmebol. Mas o regulamento diz que não pode ter nada que impeça o torcedor de ver e ser visto no estádio. Se não tiver documento da Conmebol liberando faixa, bandeira e cachecol, não vou liberar – comentou Márcio Padilha.

Fonte: Redação FogãoNET e Rádio Globo