Amigdalite tira fôlego, mas Seedorf ganha elogios de Oswaldo

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Não é todo dia que Seedorf consegue ser o melhor em campo. Acostumado a ser o núcleo do Botafogo, o holandês teve atuação mais discreta do que o normal no jogo deste sábado, contra o Cruzeiro, em Volta Redonda. Foi bem marcado, teve dificuldade para criar, chamou menos o jogo. Justifica-se: estava balançado por uma amigdalite.

O problema já havia tirado o camisa 10 do jogo anterior, a vitória de 2 a 1 sobre o Santos. Desta vez, ele conseguiu ir a campo, mas sem as condições ideais. No final da partida, cansou. E chegou a oferecer dois contra-ataques perigosos ao Cruzeiro.

– Ele sabe se dosar muito bem. Vai dando ao jogo o que ele tem de combustível. Na medida em que o jogo acontece, vai fazendo a leitura. Ele teve uma amigdalite muito forte. É claro que estava debilitado. Só no final sentimos que ele caiu, que não estava conseguindo segurar a bola, aí fizemos a substituição. Mas muito mais em função da inflamação do que da condição dele, que é excepcional – comentou o treinador Oswaldo de Oliveira.

Seedorf teve duas finalizações contra o Cruzeiro: uma bloqueada, outra para fora. Ficou uma vez em impedimento. Errou dois passes. Fez uma falta e recebeu três.

Mesmo fora de seu padrão, quando teve a bola nos pés, mostrou o talento de sempre. Foi fundamental, por exemplo, no lance que quase resultou no terceiro gol do Botafogo, em chute cruzado de Julio Cesar – cortado por Egídio em cima da linha. A bola chegou ao lateral após passe do holandês para Rafael Marques. Esse e outros lances, mais uma vez, encantaram Oswaldo.

– A cada jogo ele tira uma da caixinha. É incrível.

Seedorf deixou o campo nos minutos finais do jogo, substituído por André Bahia. Foi bastante aplaudido pela torcida. Encerrada a partida, saiu de campo conversando com o treinador, sorrindo. E agora mal terá tempo de descansar. Na quarta-feira, o Botafogo estará em Aracaju para enfrentar o Bahia.

Fonte: Globoesporte.com

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