Após empréstimo, Dedé se espelha em Renato para brilhar

Compartilhe:

De volta ao Botafogo após disputar o Campeonato Carioca pelo Bangu, Dedé, de 19 anos, tem se empenhado nos treinos em busca de uma oportunidade com o técnico Oswaldo de Oliveira. Revelado nas divisões de base, o volante tem chamado a atenção pela dinâmica em campo e por ser um jogador que não se limita à marcação. Em General Severiano, Dedé tem a chance de trabalhar com um dos jogadores que mais admira na posição, o botafoguense Renato.

– Gosto muito do Renato. O admiro muito. O via na televisão e agora treinar e, quem sabe jogar com ele, é muito bom. É uma pessoa que demonstra ter bom coração. Ele sabe que para nós que estamos subindo é uma oportunidade, às vezes, única. Nos deixa muito tranquilos – disse Dedé, ao LANCE!Net, destacando também, o grande companheirismo do colega:

– Ele concedeu entrevista na semana passada e falou com preocupação em relação aos jovens na questão dos salários atrasados. Isso demonstra a personalidade e o caráter dele.

Satisfeito por trabalhar com um técnico vitorioso como Oswaldo de Oliveira, além dos seus auxiliares,  Eduardo Húngaro e Jair Ventura – que foram seus técnicos nos juniores – o jogador tem recusado as folgas e pedido para treinar a fim de melhorar a forma física e estar em boas condições no retorno do Brasileirão, em julho.

– Voltei do Bangu, onde tive uma grande experiência, um pouco abaixo fisicamente em relação aos companheiros, mas essa parada para a Copa das Confederações vai me dar a oportunidade de me igualar a eles e esperar minha chance – contou Dedé.

Nascido em Anchieta, bairro da Zona Norte do Rio, Dedé foi levado para o Botafogo por um amigo Christian, que já jogava no clube. No infantil, saiu duas vezes e passou por Internacional e Manchester United (ING), mas em nenhuma delas pensou em deixar o Botafogo. Para prosseguir sua carreira, Dedé destaca o grande apoio dos familiares, principalmente da mãe Irani, do tio Fábio e do primo Fabrício.

– Não foi fácil, mas com o apoio de todos eles tenho conseguido seguir em frente. Já melhorou muito. Um ajudava daqui outro dali e nunca me deixaram sozinho. As coisas começaram a acontecer cedo para mim e isso facilitou um pouco – disse.

Fonte: Lancenet!

Comentários