Duas partidas pelo Campeonato Carioca não foram suficientes para que Botafogo e Flamengo entregassem vitórias empolgantes às suas torcidas. Nesse contexto, o clássico deste sábado, às 17h, no Estádio Nilton Santos, chega em boa hora — para quem vencer, é claro. Para quem sair derrotado, um jogo de tamanha rivalidade, a essa altura do ano, pode ser um doloroso choque de realidade

O Flamengo, que estreou numa vitória apertada contra o Bangu e depois empatou com o Resende, parece menos apressado em convencer neste início de Carioca. Abel Braga tem usado o torneio para dar rodagem a recém-chegados, como Gabigol, Arrascaeta e, agora, Bruno Henrique, que já deve ir para o banco no clássico.

Mesmo assim, o histórico recente faz com o que Botafogo esteja engasgado para os rubro-negros. No último Carioca, Luiz Fernando eliminou o Flamengo na semifinal e tripudiou comemorando com gesto de “cheirinho”, sina que acompanharia o time pelor restante da temporada.

— Clássico é sempre complicado. Não estamos no ritmo ideal ainda. Orçamento não entra em campo — alertou o lateral-esquerdo Renê.

Além do baque por ser o único dos quatro grandes que ainda não venceu no Carioca , o Botafogo admite que o abismo econômico torna o adversário favorito ao título. Segundo o site “Transfermarkt”, o elenco rubro-negro passou a ser avaliado em mais de R$ 370 milhões após a chegada de Bruno Henrique nesta semana. A cifra é três vezes e meia acima do que vale o plantel alvinegro. Mas o técnico Zé Ricardo, a exemplo de Renê, não vê no dinheiro algo determinante para o resultado do clássico.

— É uma realidade, é um fato, mas temos obrigação de fazer um jogo melhor amanhã (sábado) e tentar diminuir essas diferenças com boa estratégia, concentração, errando o mínimo — projetou o treinador.

Atacantes guardam boas recordações do Niltão

O clássico, apesar de vir muito cedo, é um teste importante para quem deseja ganhar pontos com sua torcida. Vitinho certamente é um deles. Vaiado na estreia do Flamengo, o atacante foi um dos poucos titulares que viajou para enfrentar o Resende. Desta vez, acabou aplaudido após entrar no segundo tempo e fazer boas jogadas.

Contratado com alta expectativa, Vitinho ainda não deslanchou. Dos três gols já marcados com a camisa rubro-negra, só um deles foi no Rio, em um clássico no Nilton Santos, contra o Botafogo, clube que o projetou.

Naquele clássico, porém, o Botafogo riu por último. Venceu por 2 a 1 no Nilton Santos com gols de Erik e do meia chileno Leo Valencia.

Erik reestreou pelo Botafogo no empate com o Bangu, na quarta, e foi um dos melhores em campo. Com a lembrança do último clássico em mente, o atacante se anima para o reencontro.

— Temos um clássico pela frente, e clássico pode mudar tudo — declarou.

Fonte: Extra Online