A ausência de um centroavante típico na lista divulgada por Dunga provocou um misto de preocupação e conformismo. Para quem passou a carreira acostumado a ser artilheiro, o treinador não teve outra saída diante do cenário atual do futebol brasileiro.

– Isso mostra a extinção do camisa 9 típico, como eu, Ronaldinho, Romário, Careca, Evair… Não existem mais artilheiros como antes, nas décadas de 1980 e 1990. Mas a culpa não é do Dunga. É a carência do futebol brasileiro – comentou o ex-alvinegro Túlio Maravilha.

Para o ex-atacante, a própria Copa do Mundo mostrou uma nova tendência do futebol mundial.

– É estranho um time sem o centroavante típico, mas hoje o futebol mundial é assim. A Alemanha tinha o Klose, mas a grande maioria jogou a Copa em uma referência de área. Hoje os atacante são mais de velocidade, mas existe aquele artilheiro nato como na minha época – acredita.

Para quem se acostumou a deixar atacantes na cara do gol, como Juninho Pernambucano, a lista de Dunga foi coerente. O ex-vascaíno lembra que qualquer atacante tem obrigação de saber atuar também como referência na área, como ficou provado também na Copa do Mundo.

– O jogador hoje precisa ser versátil. Um atacante de alto nível tem que saber jogar na área também, fazer várias funções, como por exemplo o Hulk e o Tardelli. O Müller, da Alemanha, não é típico camisa 9. É preciso pensar o futebol por setor, não mais por posição – afirmou.

Juninho também acredita que o momento do futebol brasileiro não dá ao técnico da seleção a possibilidade de ter um centroavante típico. O ex-apoiador tem certeza de que Dunga vai manter a coerência nas próximas convocações e chamará sempre as melhores opções.

– Não acredito que em todas as convocações ele não chamará um centroavante autêntico. Acho que o Dunga chamará sempre os melhores. Se houver um 9 típico se destacando, será chamado.

Fonte: Extra Online