A temporada 2019/2020 do NBB acabou nesta segunda-feira (4), sem a definição de um campeão. A decisão foi tomada durante assembleia geral da Liga Nacional de Basquete (LNB), realizada de forma virtual, em que prevaleceu a vontade da ampla maioria dos clubes, que se viam sem recursos para manter o elenco sem jogar. O cancelamento do torneio se deu de forma unânime.

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O campeonato foi paralisado no dia 16 de março, quando faltavam 33 das 240 partidas previstas para o fim da fase de classificação. No final daquele mês, também em reunião por videoconferência, os clubes decidiram dar a primeira fase por encerrada, respeitando a classificação por aproveitamento de pontos, e decidir depois como seriam disputados os playoffs, a partir das oitavas de final.

O prolongamento da crise causada pelo coronavírus, porém, não permite que a competição volte tão cedo, apesar dos protocolos que vinham sendo discutidos pela liga. Os clubes de menor orçamento ou já foram eliminados ou desistiram de manter o elenco profissional, casos de Pinheiros e Bauru. Mas os concorrentes ao título – Flamengo, Franca, Minas e São Paulo até semanas atrás pareciam dispostos a continuar.

No basquete, diferente do futebol, os contratos são por temporadas de 9 ou 10 meses, de agosto a maio/junho, e os clubes vinham dialogando com seus elencos para uma pequena extensão até julho. Mas ninguém tem certeza se será possível jogar até lá, e as demais equipes não têm fôlego para arriscar.

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Pesou também a decisão da Liga Argentina de só concluir a atual temporada em outubro, no início da próxima. O Flamengo esperava essa decisão porque o clube está na final da Champions League América, espécie de Libertadores do basquete, contra um adversário que sairia de um duelo entre argentinos. O clube rubro-negro esperava entregar ao menos esse título aos patrocinadores.

Antes do NBB, a Superliga de Vôlei também já havia decidido chegar ao fim, tanto na sua versão feminina (antes), quanto na masculina (depois). Em ambos os torneios não foram declarados campeões. Entre os homens, o Taubaté chegou a se declarar “campeão moral”, levou uma puxada de orelha, e voltou atrás.

Fica agora a dúvida sobre o que será do restante do basquete brasileiro. A Liga de Basquete Feminina (LBF) havia acabado de iniciar a temporada quando teve que paralisar o torneio por causa da quarentena. A previsão era disputar toda a primeira fase até julho, o que dificilmente vai acontecer.

Dilema ainda maior vive a segunda divisão nacional, que esse ano passou para as mãos da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). A confederação ia iniciar o torneio em janeiro, adiou para março, mas a crise chegou antes. Agora os elencos estão parados, sem terem jogado, e sem previsão de conseguirem atuar na atual temporada. Em tese, não há tempo hábil para se disputar o torneio, um time chegar ao título e se inscrever na próxima temporada do NBB. Com isso, o campeonato perderia seu principal atrativo.

Fonte: Coluna Olhar Olímpico - UOL