Airton marcou o primeiro gol dele pelo Botafogo na estreia na Libertadores. Um dos melhores botafoguenses em 2016 foi o melhor em campo contra o Colo-Colo, garantindo vantagem apertada, porém suficiente para garantir com sufoco a passagem no caminho até Santiago.

Gol do volante de coração de Botafogo desde moleque. Não por acaso a comoção na celebração. Imagine você, torcedor de um time, vibrando com o primeiro gol por ele. E depois de uma temporada em que se temia por rebaixamento e acabou em brilhante classificação.

Ainda é muito cedo. O time precisa de muitos ajustes. Atrás e também à frente. Perdeu velocidade, embora tenha ganhado mais inteligência com Montillo. A ausência de Airton comprometeu o segundo tempo tanto quanto o cansaço. João Paulo pode jogar nesse time. Mas saindo mais. Dando sustentação a um 4-3-2-1, liberando Camilo e Montillo.

Como ficou, e pelo desajuste natural do desentrosamento, não rolou. Diferente do esquema inicial, onde Pimpão foi mais uma vez importante taticamente na recomposição, e Montillo se esforçou um tanto torto pelo lado.

Com tantos compromissos, o Botafogo mais jogou que treinou em 2017. Isso pesa. Mas passa. Suando e sofrendo. Mas passa no ChIle.

Fonte: Blog do Mauro Beting