Dá para elogiar uma competição que faz o Flamengo levar não mais do que 450 espectadores?
Dá para levar a sério um campeonato que obriga o técnico de um grande clube improvisar a cantina de um estádio para dar sua entrevista coletiva?
Por mais boa vontade que se tenha, é inadmissível que em pleno século XXI nós tenhamos de aceitar um descaso deste, sabendo que a Federação do Rio recebe rios de dinheiro como organizadora do espetáculo (sic).
Sabemos que as competições regionais são em via de regra a parte mais deficitária do calendário dos clubes, mas o que temos visto ano após ano é um escárnio.
E estranho muito o silêncio dos críticos que se mostraram tão empenhados em tirar o vetusto Eduardo Vianna do poder da Ferj.
Agora, me digam: qual é a diferença da administração de um e de outro?
Tirando o fato de que o tal do Caixa D’Água torcia para o Americano de Campos e Rubens Lopes traveste-se de banguense, nenhuma.
Seguimos com uma competição de nível técnico paupérrimo, inchada por casuísmo barato, com arbitragens esdrúxulas e sendo comercializada como se fosse pote de ouro _ tanto no subterrâneo dos contratos publicitários, quanto na boca do guichê.
Pior: sabe-se que na próxima terça-feira o cartola será aclamado para um novo mandato de quatro anos.
Já é hora de alguém se insurgir contra essa farra…