Blog: ‘É preciso exaltar Bota como se não houvesse amanhã’

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O Botafogo não tem o Engenhão como estádio para mandar seus jogos e também gerar receitas que poderiam resolver parte das muitas dificuldades financeiras. Em Volta Redonda, também não contou com Jefferson, Dória (seleções) e Fellype Gabriel (lesão). Para complicar, o Cruzeiro como adversário.  Bom time que investiu alto para a temporada.

Mais uma vez, os comandados de Oswaldo de Oliveira se superaram e confirmaram a boa impressão deixada no Estadual.  Antes, uma atuação consistente no 1 a 1 contra o Corinthians no Pacaembu e a vitória com sustos, mas protocolar, pelo contexto, sobre o Santos sem Neymar na despedida de Muricy Ramalho. Sem Seedorf, com amigdalite.
Mais dez minutos de pressão com Vitinho voando pela esquerda, criando  a jogada do gol de Lodeiro e chutando forte para boa defesa de Fabio. As virtudes estavam lá: organização no 4-2-3-1, ações bem coordenadas pelos flancos e muita movimentação do quarteto ofensivo, com Rafael Marques abrindo espaços para as infiltrações de Lodeiro e Seedorf.

A equipe celeste equilibrou a disputa quando Dagoberto saiu do lado direito. O atacante não voltava para auxiliar na recomposição e Vitinho e Julio César levavam vantagem sobre Ceará.  A marcação avançada fez o time roubar bolas na frente e ocupar mais o campo de ataque.

O goleiro Renan fez milagre em cabeçada de Dagoberto e chute de Anselmo Ramon no rebote, mas não evitou minutos depois o chute do centroavante que bateu na trave e em suas costas antes de entrar. Falta de sorte, mas o empate era coerente.

Olho Tático
No primeiro tempo, Bota levou vantagem pela esquerda com Julio César e Vitinho até Dagoberto sair do lado direito do ataque cruzeirense.
No primeiro tempo, Bota levou vantagem pela esquerda com Julio César e Vitinho até Dagoberto sair do lado direito do ataque cruzeirense.

Marcelo Oliveira trocou Leandro Guerreiro, que falhou no gol do Bota, por Lucas Silva e o Cruzeiro ganhou ainda mais volume de jogo no início da segunda etapa. Mas Nílton passou a atuar mais plantado e entrou na área cruzeirense para fazer pênalti tolo em Lucas que Lodeiro não desperdiçou.

A qualidade dos volantes é o obstáculo para a evolução do Cruzeiro na execução do 4-2-3-1. Os do Bota, Marcelo Mattos e Gabriel,  seguiram marcando, jogando e ajudando o time a controlar a partida e criar chances para ampliar. Pela direita, Vitinho continuou levando vantagem na velocidade sobre a marcação.

As substituições de Oswaldo foram apenas para ganhar tempo nos últimos minutos. Marcelo Oliveira tirou os improdutivos Dagoberto e Everton Ribeiro e mandou a campo  Ricardo Goulart e Luan. O time mineiro seguiu com mais posse de bola (53%), desarmes certos (17 a 11) e finalizações – 19 a 12. Mas apenas cinco na direção da meta contra sete. O Botafogo foi mais eficiente.

Olho Tático
Vitinho trocou de lado e o Botafogo retomou o controle do jogo após o gol de pênalti de Lodeiro.
Vitinho trocou de lado e o Botafogo retomou o controle do jogo após o gol de pênalti de Lodeiro.

A parada para a Copa das Confederações relativiza qualquer análise. Ainda mais sobre um time que pode sofrer desmanche e seguir sem estádio. Sem contar as oscilações nas últimas edições do Brasileiro.

Por ora, cabe apenas exaltar a qualidade e o profissionalismo de Seedorf e seus companheiros. Também o bom trabalho de Oswaldo. Como se não houvesse amanhã.

O Botafogo é forte e briga no topo. Hoje.



Fonte: Blog Olho Tático - ESPN.com.br
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