A pergunta que mais me fazem nas redes sociais: qual foi o clube do Rio que se reforçou melhor neste final de temporada?
Difícil mensurar, mas o Fluminense me parece fechar o ano com essa indiscutível impressão_ mesmo sem ter contratado nenhuma estrela.
O zagueiro Henrique, ainda não oficializado, os meias Diego Souza e Felipe Amorim e o atacante Richarlyson trazem juventude e experiência e deixam a expectativa de um ano promissor para o time de Eduardo Baptista.
Faço uma uma breve leitura da movimentação dos clubes cariocas até agora…
FLUMINENSE.
Não está fácil contratar bons jogadores.
O dinheiro é pouco e os melhores estão sob contrato.
As multas rescisórias são elevadas e os que estão em final de contrato nem sempre atendem aos padrões.
Por isso a manutenção da base já experimentada com a adição de um ou outro é a fórmula mais eficaz _ como faz o Fluminense.
O retorno do intrépido atacante Wellington Nem e a vinda do meia Ritchelly, que jogou com Diego Souza no Sport de Eduardo Baptista, devem fechar o trabalho tricolor.
BOTAFOGO.
O presidente Carlos Eduardo Pereira apostará numa base formada por estrangeiros sul-americanos.
Já vieram o zagueiro Joel Carli, argentino, o volante Pedro Larrea, equatriano, e o meia Damián Lizio, argentino naturalizado boliviano.
Emerson, zagueiro do Atlético-MG que estava no Avaí, e o lateral-esquerdo Denner Assumpção, da Chapecoense, também chegaram.
Jefferson segue como referência e os jovens Fernandes, Sassá, Otávio e Luís Henrique dão o DNA alvinegro.
O que será dessa mistura, só o tempo dirá.
FLAMENGO.
A cobrança dos pela chegada de reforços de melhor qualidade é rotina na Gávea desde a Era de Zico e cia.
Normal, portanto, que o torcedor esteja insatisfeito com a movimentação da diretoria.
Se esquecem, porém, que com Muricy Ramalho o desempenho será outro.
É claro, não houve ainda a contratação de um nome de encher os olhos.
Mas é bom lembrar que Muralha, Rudinei, Juan, Antônio Carlos e Aarão apenas completam a base reforçada no meio do ano com Guerrero, Sheik e Ederson.
VASCO.
Outro que precisa mesmo de cautela na escolha de possíveis reforços.
O time terminou o ano relativamente bem e se não fosse a média elevada da idade da maioria a percepção da qualidade seria outra.
Pikachu, doublé de lateral e meia, ajuda a melhorar, mas a necessidade de um goleador é urgência urgentíssima.
Talvez, independentemente de estar na Série B, melhor seja fixar a busca no artilheiro que faltou em 2015.
O Vasco tem uma base razoável, um belo candidato a ídolo e um conjunto já ensaiado….