A adoção do terceiro volante na parede de proteção do sistema defensivo fez outra vítima.
E desta vez, por ironia, o próprio Fluminense, time que vinha surpreendendo seus adversários desde a adoção do esquema, com Valência, Diguinho e Jean. Eduardo Húngaro levou o Botafogo a campo com Bolatti, Renato e Aírton e limitou as ações de Conca e dos laterais tricolores.
Renato Gaúcho, em desvantagem no placar, resolveu abrir mão de Valência, no intervalo.
Pôs o time no 4-2-4 e o caminho ficou aberto para a justa vitória alvinegra.
Moral da história: os reservas do Botafogo não são inferiores aos titulares do Fluminense.
Húngaro tinha razão…
FLUMINENSE 0 x 3 BOTAFOGO.
Botafogo dominou a fase inicial diminuindo os espaços no meio e confundindo o posicionamento defensivo do Fluminense com a movimentação de Daniel e Henrique.
Conseguiu um gol num chute de fora da área e obrigou o time de Renato a ser mais ofensivo.
Com a maior aplicação de uns e a experiência de outros, os reservas alvinegros foram mais equilibrados e eficientes.
O Fluminense ganha muito com Fred, mas perde mobilidade.
Renato percebeu a marcação em Conca e no intervalo apostou na entrada de Wagner no lugar de um volante.
Sofreu o segundo gol.
Depois trocou Sóbis por Walter.
Levou o terceiro.
Nada deu certo!
Pelo contrário: suas mexidas apenas evidenciaram a fraqueza do sistema defensivo.
E para finalizar, Fred desperdiçou mais uma cobrança de pênalti.
E agora, Renato?