O Fluminense de Renato Gaúcho é um time planejado para os contragolpes. Ou ao menos para jogar com espaços e fazer Conca acionar o ataque. Assim atropelou no Fla-Flu e emendou sete vitórias consecutivas no Carioca.
Não conseguiu contra os reservas do Botafogo no Maracanã por conta da estratégia inteligente do técnico Eduardo Húngaro. Entenda na análise do blogueiro no Bate-Bola logo após o clássico.
Sem as ultrapassagens de Bruno e Carlinhos e com Conca marcado com violência por Aírton, que merecia ser expulso ainda no primeiro tempo, e mais inteligência por Bolatti e Gabriel na etapa final, o Fluminense viveu de um ou outro lampejo e das jogadas aéreas nas bolas paradas – dois gols bem anulados no primeiro tempo por impedimentos. Cresceu no final com Wagner e Walter, mas nada muito animador.
Pouco diante de um time alvinegro de ótima atuação coletiva – bem distante da equipe que “só jogou atrás da linha da bola e achou os gols” descrita pelo técnico tricolor na entrevista pós-jogo. Teve 53% de posse de bola e finalizou 14 vezes contra 15 do Flu – mas oito na direção da meta de Cavalieri contra apenas quatro do rival (Footstats).

Contou também com destaques individuais, como Bolatti: autor do terceiro gol e volante em evolução, que acrescenta toque de qualidade na saída de bola e pede passagem entre os titulares.

Além do argentino, Henrique, que marcou os outros dois gols, o incansável Daniel e o goleiro Helton Leite, que errou algumas saídas da meta mas completou a tarde perfeita do Botafogo defendendo cobrança de pênalti de Fred.
O resultado não abala a boa campanha do Flu no Estadual, mas liga um alerta. É preciso buscar alternativas para quando o time precisar criar espaços e não aproveitar os que o adversário concede.
Já o Botafogo ganha sobrevida no Carioca que está longe de ser prioridade. Mesmo que a vaga fique com a surpreendente Cabofriense, a boa nova é que o elenco deu prova importante de força para o objetivo maior do clube, ao menos no primeiro semestre: uma boa campanha na Libertadores.