A discussão em torno da manifestação fora de hora do atacante Emerson, o Sheik, de 36 anos, deveria ser apreciada levando-se em consideração o mérito e a legitimidade.
Criticar a CBF, seus erros, desmandos e acordos, faz parte do inconsciente coletivo.
Os brasileiros que acompanham o futebol com proximidade sabem que as competições da entidade máxima da modalidade não primam pela organização e decoro.
E não é de agora. Raras foram as edições concluídas sem arranjos jurídicos, arbitragens suspeitas e/ou episódios lamentáveis.
Nem quando a competição esteve entregue ao Clube dos 13 _ órgão que representava os grandes clubes.
Portanto, dizer que o futebol brasileiro é bagunçado e que isso representa uma vergonha para a entidade que o organiza não chega a ser novidade.
Sendo assim, era desnecessário que o jogador emprestado pelo Corinthians se utilizasse de supostos erros da arbitragem contra o Botafogo para dizer o que já se sabe…
LEGITIMIDADE.
Mas será que Emerson tinha essa opinião quando a mesma CBF era acusa de proteger o clube que ele defendia, reprogramando jogos para facilitar os festejos do centenário, fechando os olhos para as arbitragens suspeitas e ignorando atos de violência de seus torcedores?
Ou somente agora, vestindo a camisa do conturbado Botafogo, mas com os salários pagos pelo Corinthians, ele se muniu de coragem e autoridade para dizer algo que pôde ver de perto?
Será que Emerson sabe de algo que nós, mortais, desconhecemos?
PROVEITO.
O que eu sei é que Emerson, atacante dos bons, corajoso e fatal, soube usar talento e racionalidade (sic) para construir a “poupança” que hoje lhe dá direito a curtir a vida como um “sheik” _ com direito a carros importados, iates, mulheres e chipanzés.
Por ora, o que falta a ele é tempo para curtir a vida.
Como o contrato com o Corinthians vai até julho de 2015 e o empréstimo ao Botafogo vai até dezembro, quanto mais jogos de suspensão, melhor.
O dinheiro não deixará de cair na conta.
E sobrará mais tempo para os prazeres.
CONCLUSÃO.
Chego a pensar que seria uma vergonha, realmente, se os tribunais que julgam as causas da CBF tirassem Emerson dos jogos do Botafogo, que se esforça como pode para oferecer ao público o que o Sheik tem de bom.
Melhor seria se o tribunal esportivo punisse seu “desabafo” fora de hora com multa pecuniária…