Não.
O universo não conspira contra o Botafogo.
A atitude dos advogados de Henrique é perfeitamente compreensível. Legítima.
O jogador trabalhou e não recebeu. Nessa caso simplesmente decidiu ir atrás dos direitos trabalhistas.
Não importa se a dívida começou na gestão anterior e passa pela atual. Quem deve é o clube, no caso o Botafogo de Futebol e Regatas, empregador.
O Botafogo não deve pouco.
São 28 meses de fundo de garantia, 6 meses de salários, 13º e férias. Nem as luvas, previstas na assinatura do contrato, o jogador recebeu.
Dinheiro trabalhado é dinheiro devido.
O Botafogo obviamente não é o único. Mas deve, fato.
Nem a dívida de R$ 1,5 milhão, contraída em 2013, foi paga ao São Paulo ainda pelos direitos federativos de Henrique.
O Botafogo que se prepare para uma nova derrota nos tribunais.
A 24ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro certamente dará ganho de causa ao jogador que ficará livre para continuar a carreira longe de General Severiano.
É mais um. E a fila não deve parar por aí.