Era só o que faltava.

Responsabilizar o Botafogo pelo drama vivido por Jobson.

Se existe um culpado nessa história toda é o próprio jogador.

O Botafogo foi mais do que um pai para Jobson. Abriu várias vezes as portas, teve paciência, carinho, ofereceu ajuda, mas o atleta resistiu.

Jogou fora todas as chances que teve. Literalmente.

Esse sentimento de culpa o Botafogo está livre. Não vai carregar.

Jobson não tem jeito e o nome da instituição está acima de tudo.

O bate-boca envolvendo o presidente do clube, Carlos Eduardo Pereira, e o advogado de Jobson, Bichara Neto, é ruim.

Se o Botafogo enxergou a possibilidade de se vingar do representante do atleta por causa dos problemas jurídicos envolvendo Willian Arão, também cliente de Bichara, assume uma postura no mínimo questionável.

Se existe de fato uma dívida de R$ 400 mil com Jobson, cobrada pelo advogado, e o jogador depende dessa quantia para estar na Corte Arbitral do Esporte, dia 22, na Suíça, é mais grave ainda.

Mas é importante separar as coisas.

O Botafogo tem lá suas prioridades e não são poucas. Jobson certamente deixou de ser. Direito do clube.

A única coisa que o Botafogo não pode ser é acusado de ter abandonado o jogador.

Jobson foi ingrato e escreveu seu próprio destino.

Fonte: Blog Bate-Pronto - Bruno Voloch - Yahoo! Esportes