Botafogo pega a Ponte tentando largar estigma de ‘Robin Hood’

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Nas últimas três edições do Campeonato Brasileiro, o Botafogo terminou as campanhas com a sensação de que poderia ter ido mais longe. Ao olhar a tabela, o torcedor sempre encontrava um tropeço contra equipes de menor expressão – ou que andavam em baixa – e lamentava, sabendo que uma vitória nessas partidas poderia mudar o futuro da equipe.

Hoje, contra a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, às 21h, com transmissão em tempo real pelo LANCE!Net, o Glorioso tenta apagar essa marca, reforçada após derrota para o Bahia, na quarta-feira.

– Esse jogo foi muito diferente. Eu tinha ido lá (Aracaju) há 15 anos, chegamos e fomos apresentados ao estádio e ao gramado. Claro que isso complicou muito o jogo para nós. Vimos o que aconteceu, nenhuma das duas equipes foi brilhante – disse o técnico Oswaldo de Oliveira.

A campanha do time no Brasileiro, até agora, lembra a história de Robin Hood, famoso personagem inglês reconhecido pelo lema “roubar dos ricos para dar aos pobres”. Foram duas vitórias contra Santos e Cruzeiro – e um empate contra o Corinthians, atual campeão mundial de clubes. Três dos principais “ricos” do futebol brasileiro.

Uma vitória contra a Macaca também pode colocar o time de volta ao G4, objetivo traçado por jogadores e comissão técnica antes da pausa da competição devido à Copa das Confederações. Oswaldo rechaçou a ideia de que Bahia e Ponte sejam como os “pobres” de Robin Hood:

– Quando falamos de Bahia e Ponte, avaliamos como times difíceis, porque o Brasileiro é complicado. O Bahia ganhou do Internacional jogando bem. É relativo dizer que não são equipes grandes.

Grandes ou não, é hora de largar a síndrome de Robin Hood, Fogão!

Vacilos nos últimos anos preocupam

Com Joel, em 2010 – Sob o comando de Joel Santana, o time brigava por uma vaga na Libertadores. Porém, tropeços diante de Ceará e Avaí, além de uma derrota para os reservas do Inter, acabaram com o sonho.

Caio Junior, em 2011 – Desde 1995 o Botafogo não realizava uma campanha tão boa. No entanto, novos vacilos no fim da competição, contra times da parte de baixo da tabela (Avaí e América-MG, por exemplo) puseram tudo a perder.

Já com Oswaldo, em 2012 – Em uma campanha mediana, a equipe teve chances de ir mais longe, mas pontos perdidos para Sport, Bahia e a própria Ponte Preta fizeram falta no fim.

Fonte: Lancenet!

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