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Botafogo mira dois objetivos para 2015: manter Jefferson e aliviar asfixia financeira

Por: FogãoNET

- Atualizado em

A cruel realidade de 2015 já está no panorama do Botafogo. A não ser que haja um novo “terceiro turno” no Brasileiro com ações no STJD, como em 2013, o clube vai disputar a Série B na próxima temporada. A partir desta segunda-feira, efetivamente, a nova diretoria do Botafogo, comandada por Carlos Eduardo Pereira, arregaça as mangas para definir o futuro do clube. Há duas prioridades em pauta: manter o goleiro e ídolo Jefferson e tentar, de alguma forma, aliviar o panorama financeiro do clube.

De alguma maneira, os novos dirigentes vão tentar quiatar uma parcela de R$ 4,2 milhões do Programa de Refinanciamento Fiscal (Refis). Diante disso, o clube poderia voltar a receber as verbas e tentar quitar atrasados. A tarefa de manter Jefferson também será igualmente difícil. O jogador é titular da seleção brasileira, valorizado no mercado e tem contrato até o fim de 2015. O jogador já acenou que não veria problemas de disputar a Série B desde que um bom planejamento fosse realizado.

Em 2002, Marcos, então campeão mundial e titular da seleção brasileira, caiu com o Palmeiras e disputou a Série B no ano seguinte. Jefferson admitiu que os problemas extracampo influenciaram demais na campanha que culminou no rebaixamento alvinegro. Mas garantiu que não foi contactado pelo São Paulo, por exemplo, e deseja sentar para definir o futuro.

“Uma boa parte claro que influenciou, isso a gente não pode negar. A gente não teve condição que os clubes lá de cima tiveram para trabalhar, de poder buscar espaço, títulos e vitórias. Isso com certeza acabou refletindo em campo, mas todos têm de assumir as responsabilidades. Tenho mais um ano de contrato com o Botafogo. Agora a gente vai sentar, ver o que é melhor para o Jefferson e para o Botafogo e decidir”, disse o camisa 1 do Botafogo.

Fora de campo também será o momento de decisões. Principalmente no comando. O diretor de futebol, Wilson Gottardo, não tem permanência definida. Ele ainda não conversou sobre o assunto de 2015 com os novos dirigentes, como o vice de futebol, Antônio Carlos Mantuano. Carlos Alberto Torres, o Capitão do Tri, também pode ter função importante no departamento de futebol. Só a partir da definição da cúpula é que se partirá para traçar o nome do técnico alvinegro.

Vagner Mancini preferiu não se pronunciar sobre a continuidade após a derrota para o Santos que resultou no rebaixamento. O técnico admitiu desgaste em ter de realizar funções além do campo com a situação difícil. Nos corredores do clube com a eleição da nova diretoria muito se falou na possibilidade de Gilson Kleina, que levou o Palmeiras ao título da Série B em 2013, ser o novo comandante devido à rejeição de grande parte da torcida do Botafogo a Mancini. Nesta segunda, o presidente Carlos Eduardo Pereira pode se pronunciar em entrevista. Com o rebaixamento, a única certeza no futuro do Botafogo é de que 2015 será um ano duríssimo e crucial para o reerguimento do clube.

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