Contra o Atlético Nacional, da Colômbia, o Botafogo mostrou maturidade como time e conquistou a sua segunda vitória na fase de grupos da Libertadores da América. Além de ter mantido a boa campanha do Glorioso na competição continental, a vitória por 2 a 0 obtida sobre os atuais detentores do título pôs fim a um jejum de 24 anos sem triunfos oficiais longe do Brasil e mostrou outra coisa importante: a força de um grupo que ainda segue visto com certa desconfiança por alguns setores.

Antes do apito inicial no estádio Atanasio Girardot, as ausências de Airton e Montillo eram motivo de preocupação. Isso para não falar nos problemas que o clube encontra na lateral-direita, onde não tem nenhum especialista disponível para o setor. Mas durante os pouco mais de 90 minutos, a equipe montada por Jair Ventura mostrou que a briga interna por uma vaga entre os titulares está cada vez maior. E isso fica claro ao analisarmos cinco nomes específicos.

Afastado desde o início da temporada por razões burocráticas relacionadas à sua renovação de contrato, o zagueiro Emerson Santos foi a grande surpresa na escalação alvinegra. Titular absoluto em 2016, o jovem de 22 anos ganhou uma nova chance por causa dos problemas que o Botafogo encontra na lateral-direita. O jeito foi improvisar o zagueiro na posição, assim como já havia acontecido com Marcelo [que se recupera de lesão].

A aposta deu certo. Emerson não deu mostras de falta de ritmo de jogo e teve grande importância na fase defensiva do embate: foi o jogador que mais rebateu bolas (11), fez quatro interceptações [mesmo número de Lindoso e Bruno Silva], se posicionou bem e ajudou a dar a segurança para aguentar as constantes investidas do time colombiano.

Lindoso foi ‘motor’ no meio de campo

Assim como Emerson, Rodrigo Lindoso foi outro nome constante do time de 2016 que perdeu espaço [por razões diferentes], recebeu uma oportunidade e não decepcionou. Fazendo o papel mais defensivo dentre os três volantes escalados por Jair, o maranhense não deixou o alvinegro refém da ausência de Aírton, um dos grandes xodós da torcida e pilar do meio de campo.

Fonte: Goal.com