CBF tenta montar trem da alegria com presidentes de clubes

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 Além de convidar presidentes de federações para assistir à abertura da Copa das Confederações em Brasília, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) quer levar os mandatários de clubes da Série A para o jogo entre Brasil e Japão, no próximo dia 15, com tudo pago.

As 27 federações e os 20 times da primeira divisão têm direito a voto na eleição para a presidência da CBF, marcada para o primeiro semestre do ano que vem. Marco Polo Del Nero, vice da CBF e presidente da Federação Paulista, será o candidato de Marin. Mas o presidente da entidade sofre com a hesitação de seus convidados. Seis presidentes confirmaram ao UOL Esporte terem recebido o convite, mas nenhum deles disse já ter aceitado a oferta.

Entre eles, estão o corintiano Mário Gobbi e o colorado Giovani Luigi. Os dois afirmaram que não irão à abertura. Gobbi disse, por meio de sua assessoria de imprensa, ter outros compromissos. Ele é aliado de Andrés Sanchez, que deve ser o candidato da oposição no pleito da CBF. Já o dirigente do Inter não explicou os motivos para ter declinado do convite.

O mandatário do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, e seu vice, Odílio Rodrigues, estão no grupo que não definiu se vai ao jogo. Fazem companhia ao cruzeirense Gilvan de Pinho Tavares e ao gremista Fábio Koff. Eduardo Bandeira de Mello, do Flamengo, diz que está fazendo ajustes em sua agenda para tentar comparecer.

Caso a maioria dos convidados não apareça, Marin amargará mais um desgaste. O cartola tem pouco trânsito com o Governo Federal e a Fifa (Federação Internacional de Futebol), apesar de presidir também o COL (Comitê Organizador Local). Ao mesmo tempo em que Marin corre o risco de rejeição, a CBF evita divulgar a lista dos contemplados com receio de provocar ciúmes nos que não foram chamados.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa respondeu que a confederação “é uma entidade de caráter privado, que realiza alguns eventos e participa de outros. Os convidados atendem a critérios da diretoria da instituição e de suas normas internas”.

Juvenal Juvêncio, que recentemente entrou em rota de colisão com Marin, não foi convidado, segundo a assessoria de imprensa do São Paulo. Já o Palmeiras, também por meio de seu departamento de comunicação, disse que até a última quarta Paulo Nobre não tinha sido convidado. Peter Siemsen , do Fluminense, não foi chamado até esta quarta. Já Botafogo e Atlético-MG não souberam dizer se seus presidentes estão na lista.

Fonte: UOL

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