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Clubes prometem romper com organizadas, e Ferj pode tirar pontos por brigas

Por: FogãoNET

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No primeiro dia de expediente em 2018, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) convocou clubes para estudar medidas que visem reduzir a preocupante violência em estádios na próxima temporada. Em reunião com quase três horas de duração, a entidade cobrou posições dos times, que se comprometeram a romper totalmente com as torcidas organizadas.

“Foi um compromisso de todos os grandes, Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo. Não tem ingresso, não tem ônibus, não pode ter subsídio nenhum. Não vamos tolerar isso”, assegurou o presidente da Ferj, Rubens Lopes.

O mandatário da Federação ainda disse que um dos temas da reunião foi a hipóteses de punir os clubes com a perda de pontos em casos de brigas como aquela verificada em julho de 2017, no Vasco x Flamengo em São Januário.

“Provada a participação do clube, como alguma relação como torcedor organizado, pensamos sim em tirar pontos. Só assim a coisa vai mudar. Não adianta pensar em punir torcida X ou Y. Isso é balela. Os clubes ainda estão meio resistentes. Mas estamos pensando muito nisso”, revelou Lopes.

Único dirigente a conceder entrevista após o encontro, o presidente da Ferj explicou a proposta da rodada de reuniões que contará ainda com representantes da Polícia Militar, do Ministério Público, do Governo do Rio e do Tribunal de Justiça.

“Já aprendemos que não adianta fazer algo isolado. Estamos sentando com todas as partes e pensando em medidas práticas, ágeis. Já falamos das relações com organizadas, pensamos em punições desportivas, agora partiremos para adequações da praça de jogo. Precisamos rever o número de catracas de entradas em grandes partidas e a implementação de uma barreira nas vias próximas aos estádios. Só pode entrar ali quem tiver ingresso”.

Na visão de clubes e entidades, a confusão verificada na final da Copa Sul-Americana, entre Flamengo e Independiente, foi causada por rubro-negros que não tinham ingressos, mas forçaram a invasão por conseguir chegar perto do portão do Maracanã.

“São muitas questões envolvidas, muitas burocracias. Mas precisamos começar a tentar, pensar, propor. Ou daqui a pouco não conseguiremos realizar jogos no Rio. Pela primeira vez estamos juntando todos os lados da engrenagem para debater”, finalizou Rubens Lopes.

Além do comandante da Ferj, estiveram presente o presidente do Fluminense, Pedro Abad, o CEO do Flamengo, Fred Luz, o vice-presidente de estádios do Botafogo, Anderson Simões e o assessor especial da presidência do Vasco, Ricardo Vasconcelos.

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