Logo após o apito final do árbitro na última quarta-feira, no Engenhão, a torcida do Colo-Colo presente no estádio comemorou. Apesar da vantagem do Botafogo, que venceu o primeiro jogo por 2 a 1, os chilenos demonstram uma confiança inabalada.

O ex-jogador Leonardo “Pollo” Véliz, que atuou por dois anos no Colo-Colo, afirmou ao jornal chileno “La Tercera” que, apesar de a torcida ter feito uma bela festa, a equipe Alvinegra ainda deixa a desejar:

— O Colo-Colo passa. Pode gravar. Eu vi um Botafogo com muita torcida para pouco time. O Colo-Colo precisa de um pouco de ritmo, tem que ir para a frente como fez no 2° tempo — disse, em declaração que revoltou alguns botafoguenses nas redes sociais.

O próprio treinador da equipe chilena, Pablo Guede, disse que a parte física do Botafogo pesará e que o segundo tempo da partida no Engenhão mostra a força do Colo-Colo para quarta-feira:

— Não temos que sair desesperados para buscar o resultado. Sabemos que eles não estão bem fisicamente. Temos que fazer uma partida longa e com paciência. São 90 minutos de jogo. O mérito é o segundo tempo que fizemos: metemos o Botafogo em seu gol.

O treinador está confiante que, no Chile, é o Colo-Colo quem ditará o ritmo do jogo:

— A guerra segue em Santiago. Temos que esperá-los com o mesmo que eles nos esperaram. Agora temos um jogo totalmente diferente. Vamos jogar no Monumental, eles vão se meter atrás.

Alheio ao otimismo de seu adversário, a delegação do Botafogo faz um treino fechado para a imprensa na tarde de hoje, no Engenhão, e logo depois viaja para Santiago, onde se prepará para o confronto decisivo na capital chilena.

Fonte: Extra Online