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Com 2% de chances de permanência, Botafogo já deveria planejar a Série B, opinam gestores

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Elenco - Vasco x Botafogo
Reprodução/Premiere

A nove rodadas do fim do Brasileiro, a matemática ainda confere 2% de chances de o Botafogo se manter na elite do futebol. O terceiro rebaixamento, porém, parece iminente e se coloca como o grande desafio da nova gestão do alvinegro, agora presidido por Durcesio Mello, que já tem reuniões previstas para tratar do elenco. Quem trabalha com montagem e reformulação de times sabe que o tempo urge e planejamento não se faz da noite para o dia. Ainda mais quando o calendário apertado pela pandemia do coronavírus reduziu para três meses o espaço entre o fim do Brasileiro e o início da Série B. Nas quedas de 2002 e 2014, foram pouco mais de cinco meses. Sem contar com o Carioca, que começa menos de uma semana após o encerramento da Série A.

— A situação do Botafogo é bem específica. Nos últimos anos, o time não vem tão bem e lutou para não cair no ano passado. Internamente, é preciso assumir que o Botafogo vai cair, que não tem mais saída. As coisas não estão acontecendo em campo e tem de se preparar desde já para o ano que vai enfrentar com menos dinheiro e as mesmas dívidas. Tentar segurar quem pode, como atletas da base, jogadores que não tenham tanta concorrência no mercado e quem tope um salário mais baixo do que o tamanho do clube — analisa Newton Drummond, que foi diretor de futebol do Vasco, Internacional e Chapecoense.

O clube terá de resolver o destino de 13 jogadores cujos contratos se encerram ao fim do Brasileiro ou até junho, como Victor Luis e Bruno Nazário. O número é mais de um terço do elenco, que hoje conta com 36 atletas. A maioria tem contrato até dezembro, como Gatito, Cavalieri, Kalou e Matheus Babi. Jovens e promissores, como Benevenuto, têm vínculos mais longos.

As escolhas da diretoria e comissão técnica dependem de três fatores: as especificidades da Série B, o dinheiro em caixa e o plano de gestão a médio e longo prazos. Quem já comandou o futebol na Série B sabe que nem sempre estrelas são necessárias. Muitas vezes, é melhor alguém já acostumado com os gramados e estilo de jogo da Segundona.

— A realidade da Série B é completamente diferente, os jogos são mais corpo a corpo. É importante ter atleta que saiba jogar contra o Paraná, o Operário… — afirmou outro diretor executivo, que preferiu não se identificar.

Se confirmado o descenso, a verba será escassa. Um estudo do clube prevê queda de R$ 100 milhões de receita, entre cotas de TV (R$ 60 milhões) e perdas de patrocínio. Situação bem pior do que a de 2015, quando o rebaixamento resultou em menos R$ 42 milhões no caixa. Naquela ocasião, os clubes com grandes contratos de TV ainda mantinham os valores na Série B. Desde o ano passado, isso mudou. A perda é total e a diretoria decide se aceita os R$ 6 milhões de cota da Segundona ou prefere faturar com o pay per view.

A margem de manobra, inclusive, está cada vez menor. Desde 2015, o clube tem trabalhado com folhas de pagamento mais enxutas. A de 2020 girou em cerca de R$ 2 milhões, orçamento já bem próximo dos valores da Série B. Por isso, Drummond acredita que o Botafogo deve pensar à frente, nos próximos cinco anos, devido às dificuldades financeiras:

— O clube deveria trabalhar para montar um time para permanecer na Série B, se estabilizar este ano e subir firme em 2022 para não cair mais.

Um componente, no entanto, não verá com bons olhos uma gestão que aplique isso: o torcedor. Ex-diretor executivo do Atlético-MG, Rui Costa, concorda que todo clube em processo de reformulação precisa traçar um plano de ação consistente, mas não se deve deixar a paixão de fora e a própria história do clube.

— É preciso avaliar como essas práticas da gestão impactam no torcedor.

Fonte: O Globo Online

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