Crise tem demissões, cartolas sem celular e votação em campo

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 O Botafogo vive uma grave crise financeira. No dia 20, o clube chegou a dois meses de salários atrasados, mas quitou parte da dívida na última sexta-feira. A quantia referente a abril foi depositada para os atletas que recebem na carteira de trabalho. Existe a promessa da diretoria em resolver a pendência dos que ganham por direito de imagem até esta segunda-feira. Ainda assim, o Alvinegro deu início a demissões de funcionários e até mesmo cortou os celulares de alguns cartolas.

No meio de tudo isso, os jogadores do Botafogo decidiram externar a força do grupo. As decisões eram tomadas de forma interna, mas após o treinamento em General Severiano, após a reapresentação, na terça-feira, o grupo se reuniu no gramado para decidir sobre alguns assuntos. Até mesmo uma votação ocorreu diante de jornalistas e alguns torcedores.

Líderes como Seedorf, Jefferson, Andrezinho, Julio Cesar e Bolívar mantêm reuniões com membros da diretoria e comissão técnica para fazer exigências sobre os salários atrasados. O grupo, inclusive, vetou concentrações para partidas em jogos na cidade do Rio de Janeiro.

Além disso, os jogadores receberam a promessa da diretoria de receber durante as férias por conta do recesso da Copa das Confederações. Mas não foi o que ocorreu. Em forma de protesto, os líderes informaram à diretoria que não viajariam para Pinheiral, onde fariam uma intertemporada.

“O Botafogo não viajará para Pinheiral porque estamos fazendo corte de custos. Até algumas demissões seremos obrigados a fazer. O Botafogo está se reestruturando como empresa. Estamos buscando alternativas para poder pagar os salários atrasados, mas ainda não temos nenhuma previsão”, disse o vice de futebol Chico Fonseca, um dos cartolas que perdeu o telefone empresarial.

As demissões deverão ficar restritas a cargos administrativos. O departamento de futebol, porém, deverá ser poupado. Alguns funcionários já foram comunicados e o clima de medo tomou conta de quem trabalha na sede do clube, em General Severiano. Segundo o Botafogo, a situação financeira ficou ainda mais complicada após a interdição do Engenhão, fechado pela Prefeitura do Rio desde o dia 26 de março por causa de problemas em sua cobertura. O estádio passará por obras emergenciais até 2015.

Apesar do clima pesado, os jogadores dizem que a crise não afetará o desempenho do time dentro de campo. “O trabalho está sendo realizado desde o inicio do ano. Sabemos que isso tudo mexe com a cabeça, mas o torcedor pode ficar tranquilo. Resultados bons trazem recursos e essa será nossa maneira de ajudar. Vamos fazer de tudo para nos manter no G-4 para ter chance real de título no fim do ano”, finalizou Renato.

O Botafogo volta a campo no dia 3 de julho, quando medirá forças com o Figueirense pela terceira fase da Copa do Brasil. No dia 7, o Alvinegro encara o Fluminense pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Ambas as partidas ainda não têm local definido.

Fonte: UOL

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