A pandemia do coronavírus tem causado impactos econômicos no mundo inteiro. No Botafogo a chegada do COVID-19 deixou em compasso de espera o projeto Botafogo S/A, de transição para o modelo clube-empresa. Responsáveis pela iniciativa dentro do clube, no entanto, enxergam ao menos um ponto favorável ao Glorioso. O aumento da cotação do Dólar e consequente desvalorização do Real no mercado cambial, tornam o investimento mais atraente para estrangeiros.

O advogado André Chame, um dos nomes presentes na Assembléia Geral que detalhou o projeto aprovado pelos sócios, em dezembro. Segundo ele, a desvalorização da moeda nacional pode atrair investidores menores e não apenas grandes corporações.

– Precisamos em torno de U$ 50 milhões (cerca de R$ 300 milhões) mais ou menos para começar a Botafogo S/A. Parte para pagamento a credores, parte para investimento no clube. É verdade que o investimento ficou menor em dólar. Hoje, para o investidor menor ficou mais interessante. Ficou mais barato – explicou Chame, em entrevista ao “Canal Fabiano Bandeira”, na última quinta.

Mesma opinião

O ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, outro nome forte à frente da transição para a S/A, já havia mencionado o tema no final de abril. O dirigente que integra o Comitê Gestor de Futebol do clube também vê com otimismo a valorização da moeda norte-americana.

– Nunca deixamos de ser otimistas. O que teve de bom na pandemia? Primeiro, você tem uma redução da dívida em dólar ou euro de cerca de 40%. Com a desvalorização da nossa moeda, nossa dívida ficou mais barata 40% de janeiro até hoje. E outro ponto positivo é que vários ativos, bolsas de valores, mesmo quem estava apostando no câmbio, todos perderam liquidez – explicou Montenegro ao canal do jornalista Venê Casagrande, no dia 27 de abril.

O projeto S/A é a grande esperança de torcedores e dirigentes do Botafogo para a reestruturação financeira do clube. A dívida do Alvinegro tem valor estimado em cerca de R$1 bilhão.

Fonte: Terra