Ao ampliarmos o recorte, constatamos que, desde 2007, com Dodô, não há um jogador que tenha utilizado a mística camisa e, de fato, conquistado a torcida. Por conta disso, o LANCE! ouviu o ex-atacante, campeão e artilheiro do Carioca de 2006, a respeito do pouco brilho que o número 7 tem trazido – cabe destacar que Emerson Sheik e Montillo foram apostas e criaram expectativas consideráveis nos últimos anos, porém, por motivos distintos, não chegaram perto de êxito.

– Eu jogava com a camisa 10 quando cheguei ao Botafogo. Retornei em 2006 ainda como 10, saí (curto período no Al Ain) e então voltei ao clube em 2007, aí sim, como camisa 7. A própria diretoria pediu para eu usá-la. Falaram que seria positivo. O Zé Roberto estava usando a 10, na época. Acabou que fui muito bem com a 7 e eu sabia que a torcida adorava. Foi um privilégio – explicou Dodô, por telefone, completando:

– Eu adorei, tanto que fui artilheiro do Brasil com a 7. É um símbolo. A minha história no Botafogo foi super linda. Eu lembro que ficava olhando o número 7 no vestiário, antes dos jogos. Ela é importantíssima e significa que quem a utiliza precisa ser artilheiro também. Só quem usou e conhece de fato a história fica ciente do privilégio – disse o Artilheiro dos Gols Bonitos.

Dodô também pensa que a rotatividade não colabora para algum atleta criar identidade com a camisa 7. A conferir a opção de Marcos Paquetá para o clássico contra o Flamengo, no qual a torcida espera que o seu ataque, no geral, acerte o pé e tenha uma melhor sorte neste Brasileirão.

Fonte: Terra