– Ainda busco o equilíbrio interno. Ainda busco as melhores escolhas, vendo a que nível posso levar o grupo.

O discurso de Eduardo Barroca é sincero, direto e não ilude o torcedor. Contra o Goiás, no Serra Dourada, a atuação na derrota (por 1 a 0) fez lembrar a diante do São Paulo, na estreia do Brasileiro: domínio da posse de bola, com quatro meio-campistas e pouca efetividade no último terço de campo. Não por coincidência, estas partidas foram as únicas em que o Alvinegro não pontuou.

Uma vitória no último domingo poderia deixar o Botafogo na vice-liderança. É por ali que o time de Barroca vai competir até dezembro? Não há como cravar, embora as limitações do elenco indiquem para que não. Porém o trabalho está sendo bem pavimentado e já sinalizou que deve render bons frutos no ano.

Para que a recuperação venha logo, dentre as “melhores escolhas” citadas por Barroca, certamente a do melhor encaixe das peças no meio-campo é a principal a ser resolvida. E, como só haverá um dia (terça) para treinar o time até a Sul-Americana, será essencial que a evolução passe pela lábia de Barroca.

– Foi um jogo difícil, fora de casa e contra um time organizado e que vinha de vitória. Foi um confronto equilibrado. Não é qualquer time que chega aqui e joga com a coragem que tivemos, com a ideia de controlar o jogo como controlamos. Temos uma sequência importante, então, temos de trocar o chip e dar confiança aos jogadores. Eles estão tentando executar o que estamos treinando. Vamos nos recuperar para o jogo da Sul-Americana e tentar fazer um bom jogo – comentou o técnico alvinegro, em entrevista coletiva.

Com a necessidade de uma troca de chip, o jogo pela Sul-Americana será nesta quarta, às 19h15 (de Brasília), em duelo no Paraguai e válido pela segunda fase.

Fonte: Terra