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Ex-vice de futebol lembra que Botafogo subiu com técnicos experientes, elogia Dorival e torce para clube acertar na escolha

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Ex-vice de futebol lembra que Botafogo subiu com técnicos experientes, elogia Dorival e torce para clube acertar na escolha
Reprodução / SporTV

Ex-vice-presidente de futebol do Botafogo, Gustavo Noronha concedeu entrevista ao canal “Tua Estrela Te Conduz”, no YouTube, e falou sobre diversos assuntos. Entre eles, a escolha do novo treinador, que chegará para a próxima temporada.

Noronha lembrou que, na história, o Botafogo escolheu treinador experientes para subir da Série B para a A em outras ocasiões, falou sobre perfis que gostam e disse estar na torcida para o acertar. Ele elogiou Dorival Júnior, que teve nome ventilado neste domingo.

– Se olhar o passado que deu certo na Série B, foi Levir Culpi em 2003 e René Simões e Ricardo Gomes em 2015. As duas passagens pela Série B que foram exitosas, com o Botafogo subindo, foram com técnicos experientes. Não com treinadores começando carreira ou experiência de base. Depende do elenco que vai se montar e o planejamento estratégico. Apanhamos muito, mas fazíamos isso sempre, tentando aproveitar ao máximo nossos valores, jovens promissores – afirmou Gustavo Noronha.

– O Botafogo precisa definir o treinador para o elenco, se é estrangeiro ou não, se os jogadores serão mais jovens ou não. Acho Dorival um bom nome, experiente, tem casco para assumir postura e riscos. Não conheço o português citado (Sérgio Vieira). Mas também não tenho visão xenofóbica de ser sempre o estrangeiro e nenhum encantamento especial. Gosto do perfil sul-americano, futebol mais pegado, time que morde, sem bola perdida, de não deixar para depois. Gostaria de ver um treinador argentino ou uruguaio, mas não sei se é esse o momento. Vamos torcer que os dirigentes e o (diretor de futebol Eduardo) Freeland tenham luz e possam fazer uma boa escolha – explicou.

Leia outras declarações:

Botafogo eterno

– A gente tem ouvido muito que o Botafogo vai acabar. O Botafogo nunca vai acabar, é eterno, é alma do futebol brasileiro. O Botafogo não é um CNPJ, claro que é preciso cuidar do clube e das finanças. O que está acontecendo é um divisor de águas, tem que olhar com um pouco de indignação e um pouco de ansiedade. O Botafogo nunca vai acabar, temos que parar com isso. Vai estar sempre vivo e se reconstruir quantas vezes for preciso. É melhor ter a indignação do torcedor que a indiferença.

– Essa temporada encerrou tudo que podia errar, os números estão aí, é inexorável. Não pode repetir os erros, mas é hora de apoiar nova gestão. Estou no Conselho Deliberativo como oposição, mas nunca como oposição destrutiva. O Botafogo não comporta mais vaidade, a vaidade acabou com o Botafogo nos últimos anos. As pessoas querendo ser maiores que o Botafogo. Cada de um de nós precisa entender o que deve mudar e como tentar ajudar.

Futebol

– É um grupo que está com autoestima em baixa, tem que entender com quem podemos contar e com quem não. O que mais me preocupa é entender a espinha dorsal. Tem o Eduardo Freeland, que trabalhou comigo, mas tem histórico de base, está obscuro se o clube vai procurar outro gerente com a saída do Túlio Lustosa. Não entendi ainda. Freeland é competente e sério, mas não tem vivência de profissional, não sei se era o que precisava no momento. O que me preocupa é montagem de departamento, quem será treinador, departamento médico, fisiologia.

Regime presidencialista

– Esse é um dos grandes problemas do Botafogo e dos clubes. Nosso estatuto é altamente presidencialista, vice-presidentes são quase cargo de apoio, não têm a palavra final. O presidente se não quiser um contrato pode simplesmente dizer que não. Eu tinha autonomia relativa, não era plena. O presidente me respeitava muito, mas a última palavra era dele. Isso é uma coisa complicada para o Botafogo. A divisão de responsabilidade não é plena, há pressão de vários aspectos no presidente, como financeira. Eu não tive um mês de salário em dia, agora passou 2020 e está 2021 em dia. Tentamos tomar as decisões ouvindo primeiro o Anderson Barros, que era o gerente de futebol, havia uma direção conjunta entre mim, presidente, vice-executivo, (Manoel) Renha e alguns conselheiros influentes. (Carlos Augusto) Montenegro participou de algumas. Mas a decisão final era sempre do presidente. Esse é um problema no Botafogo. Precisa encontrar um bom profissional, dar autonomia para ele e relativizar esse poder no presidente. Porque será muito pressionado e é uma pessoa só para assumir muita carga de responsabilidade.

Cláusula para Cícero sair com queda para Série B

– Essa cláusula foi negociada desde a vinda dele, houve um boato que o Comitê de Futebol em algum momento renegociou e tirou a cláusula em troca de diminuição do salarial. Não sei se é verdade. Depois ouvi que o Túlio Lustosa retirou novamente. A cláusula existia e ponto.

Vinda de Gabriel por apenas um ano em 2019

– A questão é negocial. Sempre que se está em posição devedora as negociações são mais difíceis. Isso não é só no futebol, é na vida. A negociação se arrastou por muito tempo, porque o Atlético-MG dependia de empréstimo do BMG. Nesse arrasto da negociação, em primeiro momento o Gabriel ficaria por dois anos de empréstimo, sem possibilidade de o Atlético pedir retorno. Isso veio depois, quando o Botafogo estava em situação desesperado, devendo 13º e podendo perder jogadores. Eu fui contra, mas o financeiro falou que se não fosse essa venda perdia não só esse atleta como vários outros. Se naquele momento o Atlético dissesse que eram R$ 13 milhões pelo Igor Rabello e não emprestariam mais o Gabriel, infelizmente faríamos a negociação do mesmo jeito. Ficamos premidos pelo momento financeiro.

Veja o vídeo:

Fonte: Redação FogãoNET e canal Tua Estrela Te Conduz

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