O presidente da FERJ, Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Rubens Lopes participou do programa “Super Futebol Tupi”, falou sobre muitos assuntos importantes como a preparação do próximo Campeonato Carioca e a Liga Rio-Sul-Minas. O dirigente afirmou que para o regulamento do Estadual de 2016 já está pronto e faltam pequenos detalhes para estar totalmente pronto para ser realizado.

“Nosso campeonato já está definido desde o dia 4 de agosto, ou seja, com 150 dias antes do começo já tínhamos regulamento definido aprovado e publicado. Foi debatido durante 90 dias por uma comissão de clubes, que estudou, analisou e levou as proposições ao Conselho Arbitral que aprovou o regulamento. A tabela também já está publicada. Agora só faltam pequenos ajustes, como a definição do local das partidas, preços dos ingressos.”

Rubens Lopes também comentou sobre a possível participação, sem força máxima, da dupla Fla-Flu, no Campeonato Carioca de 2016.

“A expectativa é que joguem o campeonato com a força máxima. Isso não passa por uma decisão de fazer o que quiser, não é assim. O Estadual é um produto que envolvem uma série de interesses e interessados. Eles não jogam sozinhos, existem outros 14 times que dependem efetivamente desse produto, a empresa que paga para que o espetáculo seja o melhor possível. O fato de depreciar a competição está sendo altamente prejudicial para uma série de instituições e pessoas que dependem da competição. Torço para que os clubes reflitam e ajudem o Carioca a ser um dos melhores e entrem com a força máxima.”

Sobre a Liga Rio-Sul-Minas,que deve ser iniciada dia 27 de janeiro, o presidente falou que é uma competição pirata, já que não foi reconhecida pela CBF, entidade máxima do futebol brasileiro.

“Acho que o torcedor deve cobrar do dirigente do time responsabilidade pelas consequências que algum ato de insanidade possa ocasionar ao clube. Essa liga tem uma personalidade jurídica, legalmente registrada, mas desportivamente não existe, não foi reconhecida pela CBF, não faz parte do sistema que rege o futebol mundial, nacional e regional. Ou seja, de forma desportiva é uma liga pirata. Nenhuma partida pode ser realizada sem que seja reconhecida, tenha legalidade, reconhecida pelo sistema FIFA. O regulamento geral das competições tem um artigo que estabelece a proibição de qualquer filiado participar de alguma competição que não seja autorizada pela Federação. Estabelece também sanções bastantes severas por essas transgressões. A CBF é o órgão máximo do futebol no Brasil, e por decisão de Assembléia Geral, estabeleceu que a Liga pode existir desportivamente desde que cumpra todos os ordenamentos jurídicos, desportivos mundias, nacionais e regionais. Caso não passe por essas entidades, a Liga não pode acontecer, e obrigatoriamente a CBF tem que tomar uma atitude com qualquer um que viole a lei.”

Fonte: Site da Rádio Tupi