Pressionado após a eliminação no Carioca, o Botafogo retornará ao Nilton Santos com o propósito de dar uma resposta ao torcedor, que promete encher o estádio para o duelo diante do Juventude, pela ida da terceira fase da Copa do Brasil, nesta quinta-feira. E há um trunfo por conhecer bem o outro lado.

O trunfo em questão atende por Gustavo Ferrareis. Revelado pelo Internacional, o meia-atacante tem um ótimo retrospecto contra o Juventude. Em cinco jogos, somando Inter e Figueirense, nunca perdeu: venceu quatro vezes e empatou uma, além de ter marcado dois gols.

Justamente por conhecer bem o clube de Caxias do Sul, Ferrareis fez questão de passar instruções a Zé Ricardo sobre o lado rival. É o que contou ao LANCE!.

– De fato, tenho um bom retrospecto contra o Juventude. Pela base, na final do sub-20, fiz um gol também. Torço para que isso continue e que possamos fazer um bom jogo na ida para ir com uma vantagem considerável à partida de volta.

– Eu conheço uns dois ou três jogadores do Juventude. Tem o Cristiano Vidal, bom lateral-direito, o Caprini, um atacante muito rápido… Procurei o Zé Ricardo para passar características do Juventude para nos ajudar no jogo – comentou o jogador, emprestado pelo Colorado até dezembro.

Ferrareis acumula dois gols e uma assistência pelo Botafogo, em oito jogos desde janeiro. Neste período, foi titular em quatro oportunidades, sendo que já atuou como ponta esquerda e como apoiador. Ele não se esquivou da pergunta e respondeu onde prefere atuar, inclusive.

– Preferência todos jogadores têm. A minha é atuar pelo lado esquerdo do ataque. Mas, desde o início, logo quando cheguei, deixei claro para o Zé que já havia jogado em todos os setores do meio-campo, até de segundo volante, centralizado e aberto nas pontas. O bom é que tenho bom rendimento em todas, nunca cai muito. Vou dar o máximo onde tiver que atuar – comentou Gustavo Ferrareis, que não assegurou a titularidade nesta quinta.

Confira outros trechos da entrevista:

Em todos os jogos nos quais você foi titular, participou diretamente de gols. Espera ser efetivo tão cedo?
– Sempre esperamos isso, colaborar. Apesar de ser o início de ano, estamos em uma crescente como equipe e na expectativa de termos um bom ano. Quanto mais eu manter a sequência nesses jogos, melhor, vou crescendo para conquistar mais coisas aqui.

Você sente que o grupo está mordido e querendo mostrar à torcida que a eliminação no Carioca serviu de aprendizado?
– Lógico que não queríamos estar nesse período (sem jogos), mas ele serviu para darmos uma boa treinada, ver o que precisávamos melhorar, o que vínhamos falhando no Carioca para chegar no Brasileiro, principalmente, e não repetir os erros, pois sabemos que será muito complicado. Agora, pela Copa do Brasil, já queremos mostrar que aprendemos.

Houve conversas internas no grupo após a eliminação?
– Tivemos conversas, sim, sabemos que o clube que a gente está não pode ser desclassificado dessa maneira. O tom foi de cobrança, não podemos errar como erramos no Carioca de novo.

Por que ainda não comemorou imitando a pantera? Está esperando que venha após um gol num jogo decisivo?
– Pode ser isso, quem sabe nesse jogo de agora… Meus tios (Paulo Rogério César e Evandro César) têm cobrado porque eu não tenho feito, e a comemoração é por causa deles. Acho que vai ter nessa quinta-feira (risos).

Como foi a sua adaptação ao Rio e ao elenco?
– Muito boa, dei uma olhada na entrevista coletiva do Gabriel (que disse ter feito “‘Uma das melhores coisas que fiz na vida” ao ir para o Botafogo), e é bem por aí mesmo. Às vezes a gente chega já esperando que as pessoas nos recebam muito bem, e foi o que aconteceu. Não vim para ter apenas uma passagem no Botafogo, estou e quero manter o meu foco aqui e ganhando títulos de expressão, por muito tempo. A recepção da cidade foi muito boa também.

Para finalizar, o que a torcida pode esperar na quinta?
– Quero convocar a todos a virem ao jogo, vamos nos doar 100% e queremos ver casa cheia para fazer o pessoal feliz nas arquibancadas.

Fonte: Terra