Flamengo e Vasco se enfrentam pela quarta vez seguida fora do Rio, neste domingo, 18h30, em clássico válido pela Taça Rio, em Brasília. A última vez que jogaram na cidade onde têm sede foi em fevereiro de 2016, em São Januário. No Maracanã, que não recebeu o jogo devido ao alto valor do aluguel, o último encontro data de setembro de 2015. Até no basquete o clássico se afastou de casa, foi disputado em Manaus.

Segundo o Flamengo, as perspectivas do clássico são ainda piores para o Campeonato Brasileiro. Com o veto da CBF para venda de partidas para fora do estado, os clássicos com mando do clube acontecerão em estádios de pequeno porte.

– O que vai acontecer é que no Brasileiro os jogos vão ter que ser em estádios pequenos no Rio. Vai jogar na Ilha, em Volta Redonda – afirmou o diretor-geral Fred Luz.

Caso isso se confirme, a tendência é que os duelos não ocorram com torcida dividida, contrariando o gosto das duas diretorias. E se o Flamengo mandar seu jogo na Ilha ou em Volta Redonda, o Vasco deverá levar sua partida para São Januário.

O motivo para o distanciamento do clássico de hoje Maracanã pode até ser os valores colocados à mesa – os clubes trocaram o prejuízo que teriam por R$ 250 mil cada no Mané Garrincha. Mas, a longo prazo, o problema tem a ver com a gestão do estádio. Com a proximidade da venda da concessão para empresas com que o Flamengo não dialoga, o clube vai se resguardar na Ilha, com estádio para 20 mil pessoas, até em jogos de maior apelo.

– Se não tivermos o Maracanã, pouco provável o Engenhão. O campo do Botafogo é caro. E os jogos dão prejuízo – diz Fred Luz.

O clube, assim como na Libertadores, vai seguir atrás de acordos pontuais para atuar no Maracanã. Mas sem se deixar explorar.

– O Flamengo, sendo viável economicamente, vai fazer força para jogar lá – admitiu o executivo.

No momento, o roteiro de viagens segue o mesmo de 2016, mesmo com bem menos milhagem.

Fonte: Extra Online