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Grandes do Rio miram pagar dívidas e ficam sem reforços de peso em 2014

Por: FogãoNET

Conhecido por ser um mês de muita movimentação no mercado da bola e de expectativa dos torcedores para conhecer os grandes reforços de seus times para a próxima temporada, o mês de dezembro ratificou uma nova realidade dos times cariocas em 2013. Sem receita para grandes investimentos e priorizando o pagamento de dívidas acumuladas em décadas, Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo se mostraram tímidos em negociações e não devem ter reforços de peso para 2014.

O discurso de comprometimento e responsabilidade com as finanças saiu da teoria e, ainda que de maneira forçada por conta da dívida bilionária – somados os quatro clubes –, foi colocado em prática. E no lugar de grandes contratações e promessas de reforços de peso para o torcedor, o que se viu foi um discurso de pés no chão, mostrando aos fãs do futebol carioca uma nova e dura realidade.

“A questão não é apenas a falta de dinheiro, mas sim um banho de realidade que todos precisam tomar. O Flamengo já passou por isso no final de 2012 e início de 2013, agora é a vez dos outros times. E assim será nos próximos anos. É a nossa realidade. Não podemos prometer o que não conseguiremos pagar. Vamos contratar o que estiver ao nosso alcance”, explicou o diretor executivo de futebol do clube da Gávea, Paulo Pelaipe.

“Não podemos vender ilusão e enganar o torcedor. A conta é cara e chega lá na frente. Isso foi feito durante anos e anos e agora estamos pagando. Temos que sanear tudo para que os grandes investimentos possam voltar em um futuro não muito distante. Desta vez, porém, com mais responsabilidade. É difícil, sabemos que o torcedor quer ter um Kaká, um Neymar, um Diego, mas, ao mesmo tempo, é bacana ver essa conscientização”, completou o cartola do Flamengo.

E o Rubro-negro puxa a fila da austeridade. Sem comprometer receitas, o time da Gávea já admite até perder seu principal jogador – Elias. O Sporting, de Portugal, pede R$ 16 milhões e o Flamengo afirma que só pode pagar até R$ 12 milhoes.

“Se não tem dinheiro, não podemos fazer loucura. Oferecemos o que temos, o que garantimos pagar. A realidade é essa. Se não puder, o torcedor vai entender”, disse Pelaipe.

Com a chance cada vez mais real de perder Elias, as peças de reposição também seguem a linha de pouco investimento. Mesmo com uma Libertadores pela frente em 2014, o time fechou as contratações modestas de Everton, do Atlético-PR, e Feijão. Léo, também do time paranaense, está próximo do acerto.

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