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Honda encerra relação de mais baixos que altos e deixa Botafogo perto de cair

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Honda encerra relação de mais baixos que altos e deixa Botafogo perto de cair
Vítor Silva/Botafogo

Um conto de fadas que terminou cedo. O torcedor do Botafogo não acreditava que veria Keisuke Honda defendendo o clube um dia. O sonho virou realidade, mas terminou sem final feliz: ao pedir dispensa, o japonês encerra uma passagem de mais baixos do que altos e sem sequer completar um ano em General Severiano.

Curiosamente, os melhores momentos de Honda com a camisa do Botafogo aconteceram antes de estrear. Apresentado como estrela e candidato a ídolo, viu a torcida encher o Nilton Santos para dar boas vindas. Virou a figura central de uma tentativa de reestruturação financeira do clube e a esperança para um ano tranquilo junto ao protagonismo do japonês.

Ao todo, foram 27 jogos e apenas três gols com a camisa do Botafogo, que está em penúltimo no Campeonato Brasileiro, com 23 pontos. O Botafogo está a cinco do 16º colocado, o primeiro fora da zona do rebaixamento. As estatísticas já colocam o clube com mais de 90% de risco de queda para a Série B. Nas redes sociais, é possível ver a revolta dos torcedores, que acusam Honda de ter “abandonado o barco”.

Duas situações tornaram a relação entre Botafogo e Honda insustentável. A principal delas envolve a diretoria alvinegra. Insatisfeito com o momento do clube e com as decisões que vem sendo tomadas — a principal delas foi a demissão do técnico argentino Ramon Díaz, o quinto treinador em um ano, sem sequer entrar em campo.

A situação foi tão absurda que fez Honda escrever que “começaria a pensar em sair caso a diretoria não o convencessem do contrário”. Posteriormente, aparou as arestas e permaneceu, mas o desgaste interno já estava feito.

Dentro de campo, a principal cobrança sobre Honda foi sobre como não conseguir ser a referência esperada e o caminho para ajudar os atletas mais jovens do elenco. No vestiário, não era visto como uma liderança ativa e as reclamações eram por não chamar a responsabilidade.

Não havia problema de relacionamento com o grupo, mas a falta de protagonismo atrapalhou a sua passagem. Também chama a atenção os episódios onde abriu mão de cobrar faltas ou pênaltis que acabaram sendo decisivos.

Após a goleada de 4 a 0 sofrida para o São Paulo, no Morumbi, Honda foi barrado pelo técnico Eduardo Barroca por opção técnica e, após a partida, fez trabalho físico sozinho.

O anúncio oficial da saída deve ser feito nos próximos dias. Com proposta do futebol europeu, Honda precisa resolver sua situação com o Botafogo até o início de janeiro.

Fonte: O Globo Online

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