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Imbróglio jurídico no Paraguai inviabilizou contratação de Jorge Ortega, diz blog

Por: FogãoNET

A desistência do Botafogo em contratar o atacante paraguaio Jorge Ortega ainda não foi explicada com clareza pelos dirigentes alvinegros, mas nos bastidores ela ganhou um desfecho digno de uma novela latino-americana.

Em um primeiro momento, a cúpula do Botafogo se empolgou em poder trazer para a equipe um jogador jovem (24 anos), barato e com a qualidade atestada pelo status de vice-artilheiro da Copa Sul-Americana de 2015. Outro fator que animou os dirigentes do Glorioso foi o fato da negociação pelo atacante ser conduzida pelo empresário Hélio dos Santos, o mesmo agente que representa o volante equatoriano Pedro Larrea, que está acertado com o clube e aguarda apenas a liberação da Federação Equatoriana de Futebol para ser anunciado.

A negociação por Ortega fluía muito bem entre o agente do atleta, o Botafogo e o Sportivo Luqueño, clube paraguaio no qual joga o atacante. As luvas, bases salariais e até uma taxa de transferência para o o seu atual clube já estavam acertadas entre as partes. No entanto, um desfecho surpreendente e, no mínimo muito estranho, melou a chegada do gringo a General Severiano.

De acordo com pessoas ligadas à diretoria alvinegra, Hélio dos Santos teria alegado problemas contratuais com um ex-clube do atacante.

Apesar de estar defendendo o Luqueño e ter uma boa passagem pelo Cerro Porteño, um dos grandes clubes do Paraguai, o jogador ainda teria um vínculo com o pequeno Tacuary, clube que o revelou.

Quando jovem, Ortega teria sido convencido pelos dirigentes do Tacuary a assinar um contrato em branco cedendo seus direitos econômicos com a promessa de jogar a primeira divisão pelo clube. Ao tomar conhecimento da negociação entre o Botafogo e o Luqueño, os representantes do Tacuary apareceram com este tal contrato, exigindo uma taxa de transferência muito elevada e fora do orçamento do Glorioso.

Para a tristeza da torcida alvinegra, o contrato, infelizmente, é reconhecido pela Federação Paraguaia de Futebol e pela Justiça do país. Prova disso foi o que aconteceu em 2013. Naquele ano, Ortega defendia o Rubio Ñu e foi praticamente arrancado do clube que disputava a división intermedia (a Série B do país), após os dirigentes do Tacuary receberem uma proposta do Cerro Porteño.

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