Temporada encerrada, o momento é de avaliar o desempenho e buscar maneiras de melhorar para a próxima. Em 2018, o Botafogo oscilou muito. Uma eliminação difícil de ser digerida na Copa do Brasil, depois venceu o Carioca na raça, fez uma Sul-Americana razoável e no Brasileirão foi candidato ao rebaixamento por um período, conseguindo arrancar e chegar a pensar na última vaga para a pré-Libertadores. Em entrevista exclusiva ao Esporte 24 Horas, o zagueiro Joel Carli comentou os altos e baixos do Clube da Estrela Solitária este ano.

“A oscilação também é algo que faz parte do futebol. É muito difícil você lembrar de uma equipe brasileira que apresentou um futebol linear o ano todo. Até as equipes que passam por um momento financeiro melhor, oscilaram. Conquistamos Carioca e tivemos umas sequência de cinco vitórias e um empate na reta final do Brasileiro. Toda equipe tem seus altos e baixos”, disse, completando com uma avaliação da equipe em 2018.

“Acho que o balanço foi positivo. Temos um grupo bom, muito unido e trabalhador. Esse esforço foi premiado com o título carioca. Tivemos uma grande reta final de campeonato brasileiro.”

O Botafogo trocou o comando da equipe quatro vezes em 2019. Começou com Felipe Conceição, teve Alberto Valentim, Marcos Paquetá e terminou com Zé Ricardo. Carli pontuou que a situação não é a ideal, mas são coisas que acontecem no futebol.

“Essa posição de mudança foi uma opção da diretoria. É claro que essa situação não é a ideal, mas são coisas que acontecem dentro do futebol. Todos os treinadores foram importantes para a nossa equipe em determinado momento.”

Salários e 2019

Nesta temporada, o Botafogo, em alguns momentos do ano, atrasou salários. No entanto, a diretoria alvinegra fez todos os esforços para contornar a situação e conseguiu. Carli afirmou que quando a equipe entrava em campo, a questão ficava do lado de fora.

“Quando se entra em campo, você não pensa nisso (salários atrasados). A diretoria trabalhava a todo momento para sanar esse problema e acabamos dando uma boa resposta, sobretudo, nos últimos jogos do Campeonato Brasileiro.”

Perguntado sobre o que o Glorioso precisa fazer, dentro de sua realidade financeira, para ter um 2019 melhor, o zagueiro destacou o trabalho da diretoria na busca por alternativas.

“A nossa diretoria trabalha muito e busca alternativas a todo momento. Muitos clubes do Brasil passam por esses problemas, não só o Botafogo. Tenho certeza que o ano de 2019 reservará melhorias em relação ao de 2018.”

Individual

Titular absoluto da defesa alvinegra ao lado de Igor Rabello, Joel Carli participou de 39 jogos do Botafogo em 2018. O zagueiro foi fundamental no título do Campeonato Carioca. Foi dele o gol, no último minuto do tempo normal, que levou a decisão para os pênaltis, onde o Glorioso superou o Vasco. O jogador comentou seu desempenho na temporada e destacou que futebol é um esporte coletivo e sozinho não se consegue nada.

“Assim como toda equipe, dei a minha parcela de contribuição. Não gosto muito de avaliação individual, já que estamos falando de um esporte coletivo. Sozinho não se consegue nada. Mas fico feliz por ter marcado o gol mais importante da minha carreira com a camisa do Botafogo (gol do titulo estadual)”.

Boca x River

Recentemente, torcedores de Boca Juniors e River Plate protagonizam cenas que não são de futebol: batalha campal, torcedores feridos e o segundo jogo cancelado. O argentino falou sobre os acontecimentos em torno de um jogo que tinha tudo para ser a maior final da história da Libertadores.

“Isso é algo que foge completamente do futebol. Foi um acontecimento lamentável, com toda certeza. Mas acho que esse comportamento não representa a torcida do River, por exemplo. Fiquei muito triste quando tomei conhecimento do que havia acontecido.”

Por causa do ocorrido, a Conmebol decidiu levar a final da competição mais importante da América do Sul para a Europa. A decisão gerou muitas críticas. Carli não quis opinar sobre a situação, no entanto, destacou que a partida ocorreu da melhor maneira na Espanha.

“É complicado dar opinião, já que muitos fatores estão envolvidos. Paixão, segurança, decisão da competição mais importante da América do Sul. O importante é que a final transcorreu com absoluta tranquilidade”, encerrou.

Fonte: Esporte 24 Horas