Alguma coisa acontece com o Fluminense e não é coisa boa.

O tricolor conseguiu ser inferior ao Botafogo em todo o primeiro tempo no Mané Garrincha com quase 30 mil torcedores, mais gente que o Clássico Vovô do Rio merecia nos 45 minutos iniciais.

E o Flu seguiu pior que o Glorioso no segundo tempo, quando Gabriel desperdiçou bisonhamente duas grandes de abrir o placar.

Sim, porque seguia em maçante ritmo de 0 a 0, embora o Flu devesse se empenhar para desalojar o Corinthians do terceiro lugar e o Bota para fugir da ZR.

Incomodado, e estranhamente, Cristovão Borges tirou Cícero e pôs Walter no jogo.

Conca errava passes como não é habitual e quando acertou um, como é de seu feitio, aos 15, embora na cara do gol, Fred não conseguiu matar a bola para abrir o placar.

Matava-se, apenas, o futebol. Com requintes de crueldade.

Mas, ao menos, a torcida tricolor deu uma acordada no time.

Quando acontecia uma sequência melhor de jogadas, sempre aparecia algum botinudo para abrir a caixa de ferramentas e truncar o jogo.

Finalmente, aos 19, em boa troca de passes, coisa rara, Daniel recebeu livre na entrada da área, cortou o zagueiro, e fez belo gol. Era justo.

Surpreendente, e corretamente, o Botafogo não só não recuou como foi à frente e, três minutos depois, Ferreira cruzou para Ceballos ampliar: 2 a 0!

Então, em desespero, o Flu se mandou e Fred deu para Sóbis diminuir, mas Jefferson impediu.

Pombas, que legal, o jogo ficou bom de se ver, pelo menos se você não torce pelo Fluminense.

A saída de Cícero revelava-se catastrófica porque o meio de campo ficou alvinegro.

Aos 30, Fred abriu as pernas e fez uma corta-luz sensacional com Conca e o argentino perdeu de maneira incrível.

O Flu ameaçava constantemente em busca do gol que lhe permitiria pensar, pelo menos, num empate.

A nova derrota, depois da goleada imposta pelo América potiguar, ameaçava botar fogo nas Laranjeiras.

Aos 38 foi a vez de Walter perder gol certo.

O jogo estava franco, lá e cá, embora o Botafogo ensaiasse um olé, mais para quebrar o ritmo do Flu.

Aos 40, porém, Júlio César empurrou Rafael Sóbis na área e o árbitro auxiliar, na linha de fundo, viu o pênalti que o apitador não marcara.

Fred mandou a bola em Sobradinho!

Fim de papo.

O Fogão respira e o Flu sucumbe nas cinzas.

Fonte: Blog do Juca Kfouri - UOL