Em meio a salários atrasados, afastamento de jogadores e crises dentro e fora de campo, o Botafogo se afunda cada vez mais no Campeonato Brasileiro. O último capítulo desta história desesperadora para o torcedor foi escrito no sábado, com a derrota por 1 a 0 para o Atlético-PR, mesmo atuando em Volta Redonda. Na 18.ª colocação, com 33 pontos e um jogo a mais que os concorrentes, o técnico Vágner Mancini não esconde: evitar o rebaixamento é o desafio mais difícil de sua carreira.

“Com certeza é minha missão mais complicada. Nunca havia vivido isso, com tantas dificuldades, mas não vamos jogar a toalha de maneira alguma. O Botafogo tem que estar de pé, pela história que tem. São coisas que fazem parte do futebol, mas vou até o fim. Podem ter certeza de que dentro do vestiário nós lutamos. Nesse momento negativo é preciso parar e refletir para que contra o Fluminense o Botafogo seja forte e siga sonhando com esses pontos para sair dessa situação. Vamos seguir brigando de cabeça erguida, com muitos problemas, mas temos 15 pontos em disputa”, declarou.

A série de resultados negativos e as diversas crises enfrentadas no clube têm acabado com o emocional do elenco, e Mancini sabe disso. Ele apontou este fator como primordial para a derrota do último sábado, uma vez que o Botafogo mostrou raça, criou mesmo com um jogador a menos – Junior Cesar foi expulso no segundo tempo -, mas acabou sendo castigado pelos erros cometidos no primeiro tempo.

“Falando de maneira simples, o Botafogo sentiu emocionalmente a partida. Dentro de cada jogo você vê coisas boas e ruins. Hoje (sábado) houve mais ruins, principalmente pelo desperdício de bolas. Talvez o fato de termos uma formação de ataque com mais jogadores que têm o mesmo jeito de jogar tenha contribuído para o desperdício. Não tivemos jogadores que dessem um alento com uma maneira diferente de jogar. Com a expulsão do Junior Cesar passamos a ter um vazio no meio-campo, o Atlético-PR tocou a bola e tentou levar nosso time ao desespero”, avaliou.

Fonte: R7