A timidez do Botafogo neste fim de ano faz o torcedor alvinegro começar a pensar: talvez o presente de Natal nem virá e o Glorioso terá que se presentear, embrulhar a própria lembrancinha. E eis que ele se depara com Ezequiel, atacante das categorias de base, de 19 anos, e novo queridinho da torcida.

Se ele será o presente de Natal ou não do torcedor, só o tempo e o seu futebol dentro de campo responderão, mas uma coisa é certa: de presentes, o seu 2017 foi cheio. A começar pelo gol que ele fez contra o Cruzeiro, o último do time na temporada, no empate em 2 a 2 do Nilton Santos. O bonito tento não garantiu o clube na Libertadores de 2018, mas assegurou o menino no time principal de 2018.

Aquela partida, aliás, foi apenas a segunda entre os profissionais. Antes, ele jogou nove minutos na derrota de 2 a 0 para o Palmeiras, na rodada anterior. Ao todo, são 44 minutos de Série A e banco em outros sete jogos, mas sem entrar, incluindo a segunda semifinal contra o Flamengo.

Além das oportunidades, do gol e da promoção no fim do ano, o 2017 de Ezequiel ainda rendeu uma renovação. Agora, ele é jogador do Botafogo até 12/2019. Chegou a vez de retribuir os presentes de 2017 em 2018? Ele será o presente de Natal do torcedor? Ezequiel, claro, prefere focar no trabalho:

– Não gosto muito de rótulos não. Mas espero ter deixado uma boa impressão pra torcida botafoguense pelas boas atuações que tive nesse ano. Espero dar continuidade ao trabalho em 2018. Espero que esse ano que virá seja de muitas alegrias, realizações e conquistas para todos, em especial para o Botafogo – contou o atacante, ao LANCE!

E há um bom motivo para ele realmente virar o presente de Natal do Botafogo. Pelo menos ganhar muitas oportunidades em 2018, seja com Jair Ventura ou com outro treinador: A saída de Roger e os possíveis empréstimos de Tanque e Gorne.

– Preciso manter os pés no chão e continuar focado para corresponder às expectativas. A fama não mexe comigo. Estou só começando. Tem muita coisa para acontecer ainda. Sigo com muita humildade e lembrado sempre o que eu tive que passar para chegar onde estou hoje – finalizou.

BATE BOLA

Como parou no Botafogo?

Fui visto driblando com uma tampinha de garrafa e convidado pra fazer parte da escolinha de futsal Casa Branca, no Méier. Depois de uns anos passei por alguns clubes e cheguei ao futebol de campo do America-RJ. De lá passei pelo Audax e, aos 13 anos, na categoria mirim, cheguei ao Botafogo. Já estou há seis anos defendendo o clube.

O Botafogo deve vir com um time cheio de meninos em 2018. O que fazer para a inexperiência não comprometer e virem títulos?

Apesar da pouca idade, temos consciência da responsabilidade e que precisamos nos manter unidos e trabalhando duro. Só assim os títulos se tornarão realidade. E todo jogador tem que focar em conquistar campeonatos. Isso é o que nos move.

O ano terminou com a relação da torcida e time estremecida. Qual a importância de começar 2018 bem? E para você em especial, o quanto esse Carioca será importante pra pegar experiência e fazer um bom Brasileirão?

É muito importante reconquistar a confiança da torcida. Realmente, começar 2018 com bons resultados e, principalmente, boas apresentações, será fundamental para trazê-los para o nosso lado novamente. Se eu tiver mais oportunidades de entrar em campo no Estadual será ótimo. Assim vou ganhar mais experiência e brigar para me firmar de vez no elenco profissional.

Aliás, você que estava de fora pode dar uma opinião diferente: o que faltou para o Botafogo ganhar títulos?

Como diz o ditado, o futebol é uma caixinha de surpresa. Não tem como apontar uma coisa específica. O elenco fez tudo certo, treinou duro, se dedicou nos jogos, mas infelizmente os títulos não vieram. E no final tivemos a grande decepção de ficar fora da Libertadores. Mas vamos levantar a cabeça porque essas coisas acontecem no futebol. Saímos mais fortalecidos disso tudo.

Fonte: Terra