Oswaldo foi o único técnico presente na final Brasil x Espanha

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Dentro de campo, a Copa das Confederações foi considerada um sucesso: ótimos jogos, alto número de gols, presença de seleções tradicionais e mais de 804 mil torcedores nas arquibancadas. Mas os técnicos dos principais clubes brasileiros praticamente ignoraram a chance de verem de perto equipes como Uruguai, Itália, a atual campeã mundial Espanha e a seleção brasileira. Apenas sete treinadores da Série A foram ao estádio. Cada um assistiu a uma partida. A maioria aproveitou a paralisação do Brasileirão e ficou longe da competição.

As informações foram passadas pelas assessorias pessoais dos técnicos, ou então dos clubes em que trabalham. Quase todos dividiram o período de jogos, definido desde dezembro, entre folga e treinos.

Tite e Dunga foram os únicos que viajaram para acompanhar uma partida in loco. O técnico do Internacional, que era o último campeão do torneio, fez isso a trabalho: comentou a abertura da Copa das Confederações, entre Brasil e Japão, para uma emissora de televisão do país oriental. Depois, preferiu ficar com a família.

Já o corintiano pegou um avião para Fortaleza e viu Espanha e Itália decidirem uma vaga na final nos pênaltis após empate sem gols – ele também visitou o filho nos Estados Unidos antes de o Timão se reapresentar.

Os outros que conheceram as novas arenas já estavam nas cidades onde ocorreram os jogos. O comandante do São Paulo, Ney Franco, passou dias com a esposa em Fernando de Noronha, e, na volta, enquanto ficou no Rio de Janeiro, assistiu ao jogo menos equilibrado da competição: a vitória do time reserva da Espanha por 10 a 0 sobre o Taiti.

tabela info TÉCNICOS NA COPA DAS CONFEDERAÇÕES (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)

Cristóvão Borges, do Bahia, e Caio Júnior, do Vitória, foram à Fonte Nova, em Salvador. O primeiro presenciou os 4 a 2 do Brasil sobre a Itália, na primeira fase, enquanto o rival local viu de perto a Azzurra garantir o terceiro lugar, nos pênaltis, diante do Uruguai. Cristóvão aproveitou a Copa para entrosar o Tricolor, já que assumiu há pouco tempo, enquanto Caio passou dias em Curitiba com a família.

Na semifinal em que o Brasil eliminou o Uruguai, o jogo mais difícil na campanha do tetra, Cuca foi ao Mineirão. O técnico do Atlético-MG também esteve na concentração, na véspera, a convite de Luiz Felipe Scolari. Jantou com os jogadores e teve longa conversa com Fred, a quem comandou no Fluminense em 2009.

Já o surpreendente massacre do Brasil na final contra a Espanha só foi visto por Oswaldo de Oliveira, do Botafogo. Ele foi ao Maracanã e vibrou com os gols de Fred e Neymar. Já os outros 13, pelos mais variados motivos, assistiram à Copa das Confederações pela televisão.

Até europeus como Joachin Löw, que treina a Alemanha, considerada uma das mais fortes seleções da atualidade, e Fabio Capello, italiano que comanda a Rússia, estiveram no Brasil e foram aos estádios. Não foi o caso da maioria dos treinadores locais. Nem o decantado estilo de jogo espanhol, e a presença de Xavi e Iniesta, os tirou do descanso.

Zé Teodoro, do Náutico, e Vadão, do Criciúma, fizeram intertemporada e amistosos durante a competição. O primeiro foi para o Rio Grande do Norte, enquanto o segundo ficou na cidade catarinense. Paulo César Carpegiani assumiu a Ponte Preta no dia em que o Brasil venceu o México, na segunda rodada. Levou o time para Águas de Lindoia e também assistiu à televisão.

fabio capello maracanã (Foto: Felippe Costa)
Fábio Capello, técnico da Rússia, esteve no Maracanã (Foto: Felippe Costa)

Marquinhos Santos treinou seus jogadores do Coritiba em Foz do Iguaçu. Antes, viajou com a família. Quem também pegou o avião foi Enderson Moreira. O professor do Goiás foi a Belo Horizonte e à Argentina com a esposa. No Grêmio, Vanderlei Luxemburgo foi demitido no penúltimo dia da Copa das Confederações. Antes, porém, também não viu nenhuma partida no estádio. Ele aproveitou a paralisação para ir a São Paulo e fazer uma cirurgia bucal.

Demitido da seleção brasileira no fim do ano passado, Mano Menezes, que assumiu o Flamengo durante a fase de preparação, já não pretendia mesmo acompanhar os donos de casa nos estádios. Ele também não foi a nenhum jogo. Em maio, no entanto, viajou a Londres para assistir à final da Liga dos Campeões, entre Bayern de Munique e Borussia Dortmund.

O Fluminense e o Cruzeiro disputaram amistosos nos Estados Unidos. Dessa forma, Abel Braga viu tudo pela televisão, menos os jogos do Taiti, saco de pancadas da Copa das Confederações. Já Marcelo Oliveira viajou na segunda rodada, atrasou o horário do treino para acompanhar a semifinal brasileira contra a Celeste e perdeu toda a final, que coincidiu com a volta ao Brasil.

Paulo Autuori não viajou. Ficou no Rio de Janeiro entre treinos, amistosos e os problemas administrativos do Vasco. Não foi aos estádios, a exemplo de Edson Pimenta, da Portuguesa, e Claudinei Oliveira, que assumiu o Santos após a demissão de Muricy Ramalho. Ricardo Drubscky, do Atlético-PR, deu início à intertemporada no dia 17, dois dias após a abertura da Copa, e também só acompanhou pela televisão.

Fonte: Globoesporte.com

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