Após a derrota de virada para o Flamengo, o Botafogo permaneceu na lanterna do Grupo C da Taça Guanabara e com poucas chances de classificação. E, depois do 2 a 1 para o Rubro-Negro, a torcida apontou um alvo para cobrar: a equipe de preparação física, tendo em vista que o cansaço do Alvinegro pesou para o revés no Estádio Nilton Santos.

Nesta segunda-feira, Felipe Capella, preparador físico do Botafogo, concedeu uma entrevista à Rádio Brasil e se defendeu das críticas, lembrando a conquista do Estadual em 2018 e da boa arrancada ao fim do último Brasileiro.

– As críticas são normais. Aceitamos com a maior naturalidade, o torcedor quer os resultados, é muito justo, mas, assim, a equipe de preparação física, que está sofrendo essa pressão agora, é a mesma que foi campeã carioca em cima do Vasco, com gol no último minuto, e a mesma da arrancada na reta final do Brasileiro, período no qual, em tese, os jogadores não têm as melhores condições, mas ganhamos jogos importantes, emendamos quatro vitórias consecutivas, inclusive em cima do próprio Flamengo e do Internacional, que brigavam na parte de cima – disse Capella.

– É um início de de trabalho, tivemos 16 dias de pré-temporada, é um período curto para tudo, mas o trabalho está sendo feito da melhor maneira possível. Dentro da dificuldade, da parte física, dentro do que é possível, foi muito bem feito. Esse sofrimento com a parte física é uma situação em que a maioria das equipes do Brasil passa, é natural. Obviamente que essa cobrança toda é feita em cima dos resultados. Se tivéssemos com três vitórias, tudo isso seria minimizado – completou.

Felipe Capella já era membro da comissão técnica do Botafogo antes de assumir o posto de principal preparador físico do clube. Ele chegou para substituir Ednílson Sena, que partiu junto a Jair Ventura, no início de 2018.

Sobre o Carioca, o Botafogo precisa vencer as duas últimas rodadas e torcer por tropeços dos rivais. Pressionada, a equipe de Zé Ricardo volta a campo nesta quinta-feira, quando recebe o Resende, às 20h (de Brasília), no Niltão.

Fonte: Terra e Rádio Brasil