Rápida, ensaiada e mortal: cobrança de lateral vira arma

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No Brasil, a cobrança de lateral sempre foi considerada uma jogada de menor importância. Usada normalmente para ganhar tempo e exercida na maioria das vezes pelo jogador da posição, poucos são os times que tiram proveito de possibilidades que podem acontecer nesse momento, tratado como secundário em um jogo de futebol.

O Botafogo é um desses exemplos. Desde a sua chegada no começo do ano passado, o técnico Oswaldo de Oliveira criou uma cultura de cobranças rápidas e ensaiadas. Com ele no comando, quem está mais perto da bola deve ser o responsável pela cobrança.

Na vitória por 2 a 0 sobre a Ponte Preta, sábado, em Campinas, o primeiro gol saiu justamente da velocidade e do ensaio bem feito nesse tipo de cobrança. Coincidentemente, o lateral-direito Lucas estava mais próximo da bola e cobrou para Fellype Gabriel, que estava próximo da linha de fundo, já que não há impedimento e tocou para dentro da área, onde Rafael Marques escorou de cabeça para Seedorf fazer o gol.

– É uma jogada rápida, tradicional nossa, de bater rapidamente (o lateral). O Oswaldo trabalha muito isso. O Lucas bateu para o Fellype, que viu a minha aproximação e tocou para mim. Tive a felicidade de acertar a cabeçada para ele (Seedorf) fazer o belo gol – disse Rafael Marques, em entrevista à “Rádio Brasil”.

Nos treinamentos, a prática de Oswaldo é notória. Os preparadores físicos estabelecem até uma atividade específica com bolas mais pesadas para aumentar a força na cobrança e sua precisão. E não são apenas os laterais que fazem esse tipo de treinamento.

Durante os trabalhos táticos, Oswaldo chama a atenção para a cobrança de lateral ser feita por quem está mais perto da bola. Em determinado momento, treina a movimentação a ser feita quando a cobrança acontece mais próxima da área, como foi o caso do primeiro gol contra a Ponte Preta.

Este ano, pelo menos três gols do Botafogo saíram em função de cobranças rápidas e ensaiadas de lateral. No ano passado, a mais famosa delas aconteceu na final da Taça Rio, quando a gandula Fernanda Maia entregou a bola para o meia Maicosuel, que lançou Márcio Azevedo para fazer o passe e deixar Loco Abreu sem goleiro para abrir o placar na vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, no Engenhão.

Fonte: Globoesporte.com

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