O ex-atacante Roni foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal neste sábado durante o jogo Botafogo x Palmeiras no estádio Mané Garrincha, em Brasília, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.
Também foi detido o presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), Daniel Vasconcelos, além de Leandro Brito, sócio do ex-jogador.
Com passagens por Fluminense e seleção brasileira, Roni hoje é empresário, responsável por levar a partida para a capital federal e que costuma negociar jogos dos times cariocas fora do Rio de Janeiro (CSA x Flamengo também em Brasília e Vasco x Corinthians em Manaus foram intermediados por sua empresa, a Roni7).
A operação que o prendeu é coordenada pela Divisão de Crimes contra a Ordem Tributária (Dicot) – são cumpridos sete mandados de prisão e 19 de busca e apreensão expedidos pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal.
Segundo o jornal Metrópoles, a operação “visa reprimir a atuação de um grupo criminoso especializado em fraudar o erário na realização de jogos de futebol”.
“De acordo com as investigações, os alvos elaboram os boletins financeiros (borderô) inserindo dados falsos. Informavam ainda a arrecadação menor, conseguindo com isso pagar menos impostos e, no caso do Distrito Federal, valor inferior de aluguel do estádio, uma vez que tanto os tributos quanto o aluguel são calculados com base na arrecadação total”, continua a reportagem.
A investigação, segundo o portal G1, aponta indícios dos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, estelionato e sonegação fiscal.
Além de Brasília, as buscas e prisão ocorrem em Luziânia, no Entorno do DF, e em Goiânia.