Enquanto o Botafogo construía a vitória de virada sobre o Bahia, em noite marcada por homenagens à Beth Carvalho no Nilton Santos, um torcedor roubava a cena nas arquibancadas. Jocimar Vasconcellos Nogueira, conhecido como Neném, foi gravado durante o tempo em que chutava uma bola imaginária no ar, fazia gestos com a mão e não conseguia controlar a ansiedade com o seu time do coração.

A cena registrada passou a viralizar nas redes sociais na manhã desta sexta-feira, após ser postada por diversos perfis – inclusive por uns que não pertencem ao Botafogo. O LANCE! conversou com Neném, de 48 anos, para saber um pouco mais a respeito de suas peculiares manias ao assistir ao jogo.

– Já estou sabendo desse vídeo, está bombando na internet, estão vindo falar comigo… Estou até feliz com isso tudo. Fiquei sabendo pela minha sobrinha primeiro, e depois muitos vieram me perturbar pela repercussão (risos).

– Esse é o meu jeito normal. Até em casa eu sou assim, fico chutando, se mexendo. Sou assim, meio doido mesmo, mas não costumo ir a jogos, fui para esse mesmo para extravasar, precisava. A minha sobrinha ficou enchendo porque ela é da torcida (Resistência Popular Alvinegra), e aí eu fui – completou o morador de Ramos, emendando sobre o que mais o irrita no atual elenco:

– A lateral direita, com Marcinho, é o que mais me irrita atualmente. Ainda mais por eu ter tentado ser jogador (de times amadores), e eu jogava muito, joguei em times como o do pai do Romário, o seu Edevair, como lateral-direito e em torneios pela Baixada Fluminense, de várzea – contou Neném, que chegou a tentar a carreira no Bonsucesso, quando tinha por volta de 20 anos, e tem um filho, Breno, herdeiro da paixão alvinegra do pai.

A sobrinha citada por Neném atende por Larissa Vasconcellos, de 26 anos. Eles estavam no setor Norte, e, antes de isolar para protagonizar os gestos hilários, Neném foi cativado a tocar com a bateria da torcida organizada (assista abaixo). Larissa disse que não é tão gestual como o tio, mas que também não consegue manter a tranquilidade ao ver os jogos do Glorioso.

– Eu xingo mesmo, não tem como manter a tranquilidade torcendo para o Botafogo. Não chego no nível dele, mas também não fico calada. Costumo ficar na torcida, cantando e incentivando o time, que precisa do torcedor. Pra mim Marcinho e Gilson pra podem sair para ontem, de verdade. Já o Gatito me passa uma segurança absurda. Tenho absoluta certeza que o gol está fechado com ele – disse Larissa.

Para finalizar, crítico e nada otimista (como manda o manual de boa parte dos botafoguenses), o carismático Neném deixou o seu alerta:

– Se não contratar jogadores de porte, o que tenho certeza que não vai acontecer pela falta de verbas, provavelmente vamos brigar para não cair.

Fonte: Terra