Ao assegurar a extensão junto à Prefeitura da concessão do Estádio Nilton Santos, o Botafogo obteve a segurança de ter uma casa por mais três anos e oito meses além do previsto no contrato inicial. Uma cerimônia ainda sem data confirmará a posse da gestão do estádio até abril de 2031.

A prorrogação teve como argumento o tempo em que o clube não pôde usar o estádio. Desta conta fazem parte as interdições para ajustes estruturais na cobertura e para os Jogos Olímpicos Rio-2016. O contrato assinado em 2007 duraria 20 anos.

— Se pedimos a extensão, queremos continuar administrando, uma vez que consideramos que ter o estádio é vantajoso — disse o vice-presidente executivo, Luis Fernando Santos.

O clube criou uma empresa exclusivamente para gerir o estádio e seus ativos, a Companhia Botafogo. Parecer da auditoria BDO aponta “prejuízos acumulados” da empresa. Mas olhando balanços financeiros consolidados do Botafogo, o Nilton Santos rendeu R$ 8,2 milhões de receita líquida em 2018. Em 2017, o número foi de R$ 15,5 milhões.

A extensão da concessão não altera as contrapartidas junto à Prefeitura ou qualquer outro item contratual.

— É simplesmente uma reposição do período — pontua Luis Fernando.

A negociação pela extensão da concessão não começou no governo de Marcelo Crivella, botafoguense declarado, mas sim no de Eduardo Paes. Mas a relativa demora da resposta, segundo o vice executivo, deve-se aos trâmites burocráticos nos órgãos da Prefeitura.

O desfecho vem em um momento no qual o clube angaria bom trânsito político. O cenário se repete na discussão sobre clube-empresa em Brasília: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também é botafoguense.

Fonte: O Globo Online