Sem um centavo pago aos jogadores e à comissão técnica na nova temporada, o Botafogo depende de uma reviravolta para não desistir de disputar a Superliga Masculina de vôlei, que começa no dia 9 de novembro. Em crise financeira, o clube corre atrás de um patrocinador de última hora para manter o time.

Esta é a única possibilidade de salvar o projeto. Diante das dificuldades, a diretoria, que descartou utilizar recursos próprios na modalidade, já liberou alguns atletas para assinarem contratos com outras equipes.

Até agora, deixaram o elenco três jogadores: o levantador Pedro Teles, que foi anunciado pelo São Francisco Saúde/Ribeirão, o ponteiro Leozinho, ex-Sada Cruzeiro, que acertou com o Spor Toto Sports Club, da Turquia, e o central Robinho. O central Riad, um dos principais reforços anunciados pelo Alvinegro, analisa propostas.

A equipe se classificou para a elite do vôlei brasileiro ao se sagrar campeã da Superliga B, em abril deste ano, quando derrotou o Blumenau na decisão. Ambos subiram para a divisão principal. Antes, o Botafogo arcava com as despesas, muito inferiores aos orçamentos dos times da elite, auxiliado por parceiros, que não permaneceram. A diretoria não revela o orçamento do elenco para a Superliga.

O basquete conta com patrocínio incentivado da Tim de R$ 4 milhões, mas, segundo o Gláucio Cruz, diretor geral de Esportes do Botafogo, o clube também não utilizará a verba para pagar os salários do vôlei.

– Estamos tentando viabilizar recursos para poder jogar a Superliga. A verba da Tim é para o basquete. Para o vôlei, estamos negociando com outros patrocinadores. O problema é o prazo. Estamos enfrentando um pouco de dificuldade e vamos analisar o que será melhor para o clube e também para os atletas – explicou o dirigente, ao LANCE!.

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) informou ao L! que, até o momento, não recebeu nenhum contato do Botafogo sobre uma possível desistência. A participação das 12 equipes na edição 2019/2020 da Superliga foi divulgada pela entidade em agosto.

A CBV não respondeu qual é o critério adotado para definir um substituto, caso uma equipe se retire da competição antes de seu início. A entidade informou que só se pronunciará sobre a questão se a desistência for de fato confirmada.

A possibilidade de o Botafogo iniciar o campeonato sem garantias financeiras, à espera de um patrocínio, também existe. O problema é que o campeonato é longo. O jogador que aceitar a missão corre o risco de trabalhar sem salário durante meses. A fase classificatória termina em março de 2020.

A estreia do Alvinegro na Superliga está marcada para o dia 9 de novembro, contra o Sesi-SP, em General Severiano. Antes, o time disputa o Campeonato Carioca já neste sábado, contra Campos, às 18h, em casa. Se passar, encara na final o Sesc-RJ, que bateu o Flamengo por 3 a 0 na outra semi.

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Fonte: Terra