Advogado revela ligação de John Textor com CEO da Reebok e crê em novos parceiros estratégicos: ‘Botafogo fez os olhos dele brilharem’

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Por FogãoNET

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John Textor, investidor do Botafogo, no Estádio Nilton Santos
Vítor Silva/Botafogo

A entrada de John Textor como investidor do Botafogo vai abrir as portas do futebol brasileiro para a chegada de outros empresários estrangeiros. É o que acredita Jorge Gallo, advogado que está acompanhando o americano no processo de aquisição da SAF alvinegra. Ele citou até mesmo a ligação de Textor com Matt O’Toole, CEO da Reebok, acreditando na chegada de novos parceiros para o Glorioso.

– A vinda do John acho extremamente importante para este momento, porque você consegue trazer um investidor estrangeiro, e é um cara do mundo da tecnologia, fez fortuna e fez o nome neste mundo da tecnologia, mas já é do esporte, do futebol. É interessante ter um investidor que tem essa parte de tecnologia, é bem relacionado… Por exemplo, ele tem sociedade com o dono da Reebok, é super bem relacionado para trazer parceiros comerciais estratégicos para o Botafogo. Não é uma estrutura como a do Red Bull ou [Grupo] City, mas é um sócio que tem clubes em outros países. Isso é interessante para o futebol brasileiro – afirmou Gallo ao “UOL”.

– Vai incentivar outros investidores a olhares o Brasil com bons olhos. E acho que a disparidade cambial facilita bastante você ter um investidor externo. Hoje a moeda está muito desvalorizada frente ao dólar e ao euro. Isso possibilita que você tenha atenção maior desses investidores – completou.

Jorge Gallo deu também mais detalhes de como foi a escolha de Textor pelo Botafogo, após ter sido apresentado ao clube pelos consultores Thairo Arruda e Danilo Caixeiro, da Matix.

– Eles que, de fato, levaram o projeto para o John, que, em um primeiro momento, pensava em investimento no futebol brasileiro, mas em um clube menor, porque achava que um clube como o Botafogo, com a torcida do tamanho da do Botafogo, com a história, era um clube que dificilmente poderia ser dele ou de qualquer outro investidor. E nem é uma questão financeira, é muito mais uma questão de você ser dono de uma coisa que é de milhões e milhões de pessoas. Parecia intangível. E aí foi o trabalho da Matix de apresentar o projeto para o John. O que para ele era algo abstrato, por estes motivos citados, começou a ser algo mais palpável e que ele entendia que poderia fazer parte. Outros projetos, que ele iria olhar inicialmente, acabaram ficando pequenos porque o Botafogo fez os olhos dele brilharem mesmo – revelou.

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Estádio Nilton Santos em pauta

Acostumado a trabalhar com a indústria do entretenimento, John Textor pode ajudar até mesmo na realização de eventos musicais e culturais no Estádio Nilton Santos, acredita o advogado.

– Tivemos uma reunião para falar sobre isso mesmo, como o John enxergava a utilização dos estádios, e arenas propriamente dita. Não sei, do ponto de vista legal, se existe restrição no contrato de uso do Nilton Santos para essas questões. Acredito que não, mas ele tem várias ideias relacionadas a isso. Por exemplo, se for um show menor, fazer em uma parte que não prejudique o gramado, áreas e arquibancadas atrás do gol para um show que seria para 20 mil pessoas. Tem ideias para o que seria uma arena multiuso, que poderiam ser aplicadas, caso o contrato de uso assim permita, e possa explorar o estádio de uma forma a aumentar sua receita – contou Jorge Gallo.

Fonte: Redação FogãoNET e UOL

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