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Analista britânico independente critica modelo e crê em venda do Botafogo: ‘John Textor está fora da equação’

Por: FogãoNET

- Atualizado em

John Textor, do Botafogo
Instagram/Camarote Firezone

Analista financeiro independente, Paul Quinn viralizou nas redes sociais recentemente por longos textos sobre a situação de Botafogo, Eagle Football e John Textor. Em entrevista a “O Globo”, ele projetou o futuro do clube sem o empresário norte-americano.

Crítico do modelo de negócios multiclubes da Eagle, Paul Quinn analisou o estilo John Textor.

– Textor não tinha capital para adquirir, investir e manter os clubes que adquiriu. Ele dependia totalmente de empréstimos extremamente dispendiosos da Ares, um credor predatório. Além disso, não tinha dinheiro livre para continuar a financiar as perdas de todo o grupo. Em vez disso, se baseou em um modelo em que o clube que produzia fluxo de caixa positivo (Botafogo) apoiava o clube com fluxo de caixa negativo (Lyon). Além disso, não conseguiu pagar a dívida crescente, principalmente devida à Ares – explicou Paul Quinn.

– Em campo, obteve sucesso inicial e não há dúvida de que deu a volta a uma instituição falida, já fortemente endividada. No entanto, nada disso era sustentável pelas razões que expus — a Eagle estava insustentavelmente endividada e estava usando o Botafogo para apoiar o resto do negócio – acrescentou.

Para o analista, o modelo John Textor valeu a pena no início, mas a preço muito alto. Ele acredita que o Botafogo terá de ser vendido.

– Segundo a lei inglesa, o administrador é encarregado de levantar o máximo de dinheiro possível para pagar parte ou a totalidade da dívida com a Ares. Isso significa que os três clubes serão vendidos individual ou coletivamente ao licitante com lance mais alto. É do interesse do administrador manter cada clube em funcionamento — embora seja difícil ver como isso pode acontecer, dada a natureza deficitária e os níveis extraordinários de endividamento – ponderou, antes de falar especificamente sobre o Botafogo.

– John Textor não está mais na equação. O Botafogo será vendido ao maior lance. Isso pode incluir a licitação de Michele Kang (atual presidente e CEO do Lyon) e da Ares pela totalidade da Eagle Football Holdings. No curto prazo, o futebol continuará normalmente. Na ausência de mais dinheiro, poderá ser necessária a alienação de jogadores e uma redução nos custos de funcionamento do clube – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e O Globo

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