O técnico Martín Anselmi se disse satisfeito com a entrega dos jogadores do Botafogo em campo, mas não com o resultado em si, após a derrota para o Nacional Potosí por 1 a 0 nesta quarta-feira (18/2), na Bolívia. O treinador alvinegro salientou que a equipe teve chances de conseguir um resultado melhor e deixou claro que, na semana que vem (25), no Nilton Santos, a história será outra.
– Erramos situações claras no primeiro tempo, também no segundo. Estou satisfeito com o esforço dos jogadores, o comprometimento, a atitude e a energia deles. Não é fácil jogar aqui, este é um dos três estádios mais altos do mundo, depois de viajar ontem para a Bolívia e hoje por três horas e meia para chegar a Potosí, e vocês sabem do que estou falando. Estou satisfeito com o desempenho deles, com esse resultado não, acho que poderíamos ter conseguido empatado ou vencido a partida se tivéssemos saído na frente no primeiro tempo. A série ainda está aberta, agora vamos jogar 90 e tantos minutos em casa e a história obviamente será bem diferente – disse Anselmi.
O treinador, que já teve a altitude a seu favor quando dirigiu o Independiente del Valle, ressaltou as dificuldades logísticas para o Botafogo jogar em Potosí, cidade que nem sequer possui um aeroporto próximo.
– Não estou feliz com o resultado. Muitas coisas aconteceram como esperávamos durante a partida. Sabíamos que tínhamos que ser inteligentes no controle e no domínio da bola, pois se tentássemos contra-atacar muito rápido e nos esforçássemos e não conseguíssemos concretizar, desperdiçaríamos energia. Sei como é jogar aqui, não em Potosí, mas na altitude. E eu sei o que significa ser o time da casa, e também já vi como nossos adversários sofreram quando comandei jogos na altitude. E não estávamos a mais de quatro mil metros de altitude. Por isso, quero reconhecer e parabenizar meus jogadores pelo esforço e pela forma como se mantiveram concentrados durante toda a partida, permanecendo no jogo o tempo todo e criando oportunidades para começar vencendo ou para empatar o jogo – disse.