Martín Anselmi deu uma ótima resposta ao fazer uma reflexão sobre seus primeiros meses no futebol brasileiro neste domingo (15/2), no Nilton Santos. O treinador argentino destacou que escolheu trabalhar no Botafogo, negou desejo de retorno à Europa e colocou como meta “conquistar o Brasil”.
– Toda a gente foi muito honesta quando me chamou para vir ao Botafogo. Sei da situação desde antes de vir. Gosto não da situação, mas de desafios. É fácil chegar a uma equipe em que não há nada para construir, onde alguém já fez tudo. Escutei de um jogador de basquete argentino que o bom é estar confortável na inconfortabilidade. Aqui estamos em situação de incômodo, vivendo isso, e tentamos a cada dia dar o melhor, nós, estafe, diretoria, para estar desconfortável em situação incômoda, não podemos estar cômodos. É o que estamos vivendo. Estou feliz por viver esse processo. Não é felicidade, que se entenda, é feliz de viver o desafio. A adversidade nos faz ter que fazer mais coisas. Não gosto de dar desculpas, gosto de dar soluções. Há coisas que vamos poder e coisas que não vamos, mas vamos sair mais fortes. Quando sairmos desse momento, vamos estar muito fortes – garantiu Anselmi, em entrevista coletiva após a eliminação para o Flamengo no Campeonato Carioca.
– Quero passar isso porque não vim para o Botafogo para voltar à Europa em um ano, vim para viver coisas boas, porque desfruto e escolhi o Botafogo, quando tinha muitas outras propostas. Quero seguir nesse projeto, quero fazer coisas boas e que o torcedor esteja orgulhoso. É meu objetivo como treinador. O meu objetivo como treinador, vou mais longe ainda, é conquistar o Brasil. Não sei se um argentino foi campeão do Brasileirão, não quero saber, mas se nunca foi eu quero ser o primeiro – argumentou.
O treinador considera estar se adaptando e evoluindo no Brasil.
– São coisas diferentes. Cada liga tem sua particularidade, e eu tenho que me adaptar. Não dá para jogar igual em todos os lugares. Tenho minha essência, mas tenho que fazer ajustes. É diferente no México, na Argentina e em Portugal. Preciso respeitar a cultura de cada lugar, e fiz isso em todos os lugares. O futebol brasileiro tem muita qualidade em jogadores e treinadores, e isso é um desafio para mim. Para mim, várias equipes daqui competem para ser campeão em Portugal. É um desafio a cada jogo. Gosto muito que me desafiem a ser melhor. Falei com o Filipe Luís, ele me ensina a ser melhor e espero que eu o faça ser melhor também. É imperceptível, mas hoje fizemos ajustes no segundo tempo que deixou o time deles mais desconfortável, como a posição de Villalba, do Barrera… São coisas que eu posso fazer e tenho que encontrar – concluiu.