O Botafogo viveu uma noite tensa, mas despachou o Nacional Potosí e avançou para a terceira fase da Libertadores. A vitória por 2 a 0 sobre o time boliviano gerou algumas vaias na torcida no Estádio Nilton Santos no apito final, e na entrevista coletiva houve também questionamentos ao técnico Martín Anselmi. O treinador argentino deu uma longa resposta ao ser perguntado na noite desta quarta-feira (25/2) sobre a insistência por usar o lateral Mateo Ponte como zagueiro.
– Acho que tem que olhar melhor. Nós construímos hoje com três, mas no primeiro tempo defendemos com quatro. Ponte jogou de lateral. Então, se eu coloco um zagueiro a mais, não posso defender com quatro. Eu queria defender com quatro. Nós, no primeiro tempo, defendemos no 4-2-3-1, no 4-4-2 às vezes. Mas nós defendemos: Ponte, Bastos, Barboza, Telles; Vitinho, Newton, Danilo, Montoro, Barrera e Martins, 4-2-3-1. Se eu coloco Justino ou Ythallo, não consigo defender dessa forma. Então, tem que olhar. Meu trabalho como treinador é ter todas as possibilidades – iniciou Anselmi.
– Gosto muito de analisar o rival. Mas também, neste caso, não tinha muita informação do adversário. Eles não estão jogando ainda o Campeonato Boliviano, tinham uma vantagem em sua casa… Eu achava que eles iriam jogar com cinco atrás, mas que também podiam atacar com quatro, com cinco. Tenho que estar preparado para qualquer mudança que podem fazer. E a versatilidade também que dá Mateo, neste caso, além de que, para mim, é um jogador importante. Ele me dá essa versatilidade para jogar, se eu preciso defender com cinco ou com três, ou se preciso defender com quatro – continuou.
– Sobre a construção com três, também estamos preparados para uma construção com dois, segundo a pressão do Nacional Potosí. Se eu quero construir com dois, posso construir com Bastos e com Barboza e jogar com quatro, ou seja, com dois laterais de ofício, que podem ser Ponte e Telles. Posso jogar com Vitinho como extremo ou por dentro. Então, todas essas coisas que quando você vai armando uma escalação está pensando em muitas coisas.
– Se você me pergunta, por que escolhi construir com três no início do jogo? Porque eu queria ter controle do jogo, porque é um jogo muito longo. Queria ter controle do jogo para fazer um jogo em que nós pudéssemos ficar com a bola e fazer dano. Se não conseguíssemos fazer dano, eu tinha três opções que podíamos mudar, uma com o mesmo sistema e duas com substituições – completou.
Martín Anselmi também pediu calma com os garotos, já que as opções para a zaga no banco eram Justino – que entrou no fim – e Ythallo.
– Por outro lado, Ythallo e Justino são jogadores jovens, que estão aqui para evoluir, para nos dar um suporte, e minha tarefa é elevá-los pouco a pouco. Mas acabou jogando o Justino. Ele estreou na Copa Libertadores, é muito importante para Botafogo isso. E foi o capitão no outro dia contra o Boavista. Então, calma. São jovens que temos que elevar pouco a pouco, mas também acredito muito neles. Se não, não teria colocado o Justino hoje – finalizou Anselmi.